Setor informal garante 43% dos “empregos” em Cabo Verde

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Um levantamento do Instituto Nacional de Estatística, INE, cujos dados foram apresentados nesta terça-feira, 8, na Cidade da Praia, concluiu que 43% dos trabalhadores Cabo-verdianos são considerados informais, estando fora do sistema de proteção social

De acordo com as conclusões apontadas pela Diretora de Estatística, Demográfica e Sociais do INE, Noemi Ramos, estes trabalhadores, incluídos no setor da economia informal, não beneficiam desde logo de “uma remuneração justa” e não estão inscritos na segurança social e não fazem descontos. Além disso, não beneficiam de subsídios de férias, fins-de-semanas remunerados e do direito semanal ao descanso.

Falando à margem da conferência “Emprego digno, vida digna”, no âmbito do Dia Internacional do Emprego/Trabalho Digno, a responsável do INE sublinhou que as horas de trabalho a mais e não remuneradas também são motivo de preocupação.

Os indicadores do INE concluem ainda que apenas 34% dos trabalhadores por conta de outrem beneficiam das licenças de maternidade e paternidade remuneradas e que 41% recebem subsídio de férias.

Em média, os trabalhadores Cabo-verdianos “trabalham 42 horas por semana”, explicou Noemi Ramos. Contudo, o levantamento do INE aponta que 26% do total trabalha menos de 35 horas por semana, sendo por isso considerados trabalhos a tempo parcial, e que 25% têm uma carga horária superior a 48 horas semanais de trabalho. Além disso, 30% dos trabalhadores por conta de outrem recebem menos de 14.000 Escudos por mês, quando o valor mínimo mensal está fixado em 13 mil Escudos.

Com Agência Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Talvez dos poucos sectores da governação em que a equipa económica do MpD ainda não mostra trabalho suficiente. O programa de governo é claro neste sentido. Ninguém país vira rico, desenvolvido e prospero com uma elevada taxa de participação da informalidade na economia. Os governos precisam de gente que trabalhe, progrida, ganhe renda e pague seus impostos para perpetuar a riqueza. Assim não vamos a lado nenhum.

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