Covid-19. Cabo Verde declara “risco de calamidade”

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Medidas restritivas são endurecidas a partir da meia-noite, em todo o território Cabo-verdiano, vigorando por três semanas, até o dia 17 de abril. Escolas continuam até lá fechadas e ligações de passageiros tanto aéreas como marítimas são suspensas

A decisão do Governo hoje anunciada visa “diminuir” os riscos de propagação e de contágio do vírus. Entramos, assim, numa “nova fase” e com medidas “mais duras, mas necessárias”, anunciou Ulisses Correia e Silva que reconhece, no entanto, que os Cabo-verdianos, de forma geral, têm feito um “bom combate” ao coronavírus, mas não se pode baixar a guarda.

O nível de contingência da Proteção Civil é elevado, a partir deste momento, para situação de risco de calamidade, o que reforça as medidas de prevenção e de reação a nível nacional.

A partir das zero horas de amanhã, até 17 de abril, todo o território estará sobre medidas mais restritivas.

Todos os voos e viagens marítimas inter-ilhas estão suspensos nesse período, não abrangendo as situações excecionais, nomeadamente, questões sanitárias, humanitárias e de abastecimento das ilhas. Os barcos não podem transportar passageiros, nesse período de tempo.

A vigilância marítima vai ser “reforçada” de modo a evitar e reagir à violação das medidas restritivas no transporte marítimo.

No setor dos transportes públicos rodoviários urbanos e interurbanos de passageiros “devem reduzir a frequência de circulação e a lotação” para metade.

“É agora que temos de ganhar esta guerra”, vincou o PM que reconhece haver “muita solidariedade” para Cabo Verde, no momento.

“Ficar em caso”, reitera UCS, assegurando que ninguém fica prejudicado nem no seu vinculo laboral nem no seu salário que serão mantidos. o teletrabalho pode ser adotado lá onde se justificar.

Não abrangem as restrições, os serviços públicos “essenciais e imprescindíveis” nos domínios da saúde, da segurança e da proteção civil; serviços portuários e aeroportuários; serviços urgentes de registo nacional de identificação civil e serviços urgentes dos tribunais judiciais”.

As férias letivas, que foram antecipadas, vão continuar até 17 de abril e os mercados municipais de venda de produtos agroalimentares deverão funcionar mas com um “número reduzido” de vendedores. “A venda ambulante de produtos nas ruas fica expressamente proibida”, precisou.

UCS assegurou que amanhã vai anunciar um pacote de medidas para o setor informal da economia e às famílias para “mitigar” os efeitos negativos da pandemia, e assegurou que “atenção especial” será dada aos idosos. mas reiterou que o Governo olha para todos. “Não vamos deixar ninguém de fora e desprotegido”.

Notícia atualizada às 11h49.

2 COMENTÁRIOS

  1. UCS e o seu Governo devem manter-se focados nas soluções para: (i) Evitar a alastramento e propagação da doença; (ii) Manter a capacidade de as familias pobres pouderem “levar a panela ao lume”; (iii) Evitar que o País a capacidade produtiva deteore; (iv) Evitar que o País páre; (v) Desconsiderar a histeria da JHA em como o Paicv é proprietário (com direitos de autor!) de seis das propostas de medidas que o Governo adotou com os seus parceiros para o enfrentamento da pandemia. De facto, deve haver saco para tudo, e a JHA parece estar nas tintas com a situação real do País. A mulher deveria estar confinada (pois regressou há poucos dias da America), anda agora “espalhar a santidade” por tudo quanto é lado, reunindo com pessoas, quando deveria estar recolhida.

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