Estamos na última semana da campanha eleitoral, em direção ao dia “D”, próximo domingo, 17 de maio, dia que seremos chamados a decidir quem conduzirá os destinos do país para os próximos 5 anos e, como é óbvio, todos querem vencer!
Para tanto, é fundamental que cada militante, simpatizante e amigo do MpD, trabalhe afanosamente, galvanizando a sociedade cabo-verdiana em torno do projeto político Cabo Verde Pa frente, sob a liderança esclarecida de Ulisses Correia e Silva, alguém profundamente comprometido tanto com a liberdade como com a igualdade, porquanto, o que está em cima da mesa é o destino do país, é a salvaguarda da democracia cabo-verdiana, é a estabilidade política, é o respeito pelas instituições independentes e que não pode ser confiado a alguém com fraco pedigree democrático.
Neste momento, a grande questão que se coloca é: Devemos apostar na continuidade ou se devemos apostar na mudança? Quem escolheríamos para desempenhar a função de piloto ou timoneiro ao leme deste grande navio? Passemos então à definição do piloto ideal:
Na minha modéstia opinião, a escolha não está entre o MpD e o PAICV, que são efetivamente dois grandes partidos políticos, mas sim entre dois líderes partidários, ou seja, entre Ulisses Correia e Silva, um líder honesto, sério e competente, com provas dadas quer como o grande autarca da capital, onde deixou marcas profundas de desenvolvimento e que o catapultou para a governação do país, tendo já ultrapassado o cabo das tormentas e profundo conhecedor das marés, pois que soube ultrapassar com mestria a crise da Covid-19, a guerra na Ucrânia, a tempestade erin em São Vicente, chuvas torrenciais em Santiago, portanto, um verdadeiro líder, um bom timoneiro.
Por conseguinte, só um sistema político tal como está edificado consegue dar resposta e sobreviver aos desafios e à agitação de crises deste género. Alcançar uma democracia estável não é só navegar com bom tempo, significa também navegar, por vezes, com tempo tempestuoso e perigoso. Ulisses Correia e Silva já deu provas de ser o piloto ideal para continuar a frente dos destinos de Cabo Verde e levar o barco a bom porto.
Por seu turno, Francisco Carvalho é um chefe conflituoso, com vários tiques de autoritarismo e constitui neste momento um perigo para a nossa consolidada democracia; não conseguiu resolver os principais problemas da Praia e que, ainda assim, aspira governar o país. Mas teria de apresentar outras premissas, outro argumento, pois, teria de estudar muito bem as estações do ano, o céu, as estrelas e os ventos para poder ser confiado os destinos da nação e não correr o risco de levar o navio ao encalhe!
Na verdade, porém, quanto mais profundamente analisamos o desempenho de Francisco Carvalho à frente dos destinos da capital nota-se, com o devido respeito, que não tem os mínimos olímpicos para assumir os destinos do país. Pode ter outros predicados, mas não possui as competências e qualificações para exercer as funções de primeiro-ministro no quadro internacional incerto, volátil e complexo que se perspetiva, pois, a geopolítica mundial recomenda que seja alguém que tenha outros atributos e que saiba dialogar com os diversos players na arena internacional.
O seu discurso deixa muito a desejar, faltando muitas vezes o raciocínio lógico, para não dizer outra coisa. Há dias numa entrevista, o homem não conseguia articular bem, nem sequer conseguiu explicar a ideologia política do seu próprio partido, o que me deixou bastante preocupado; não consegue apresentar uma única proposta com consistência, peso e medida; frases do tipo: “preço de batata é nôs ki ta poi”; barco a 500$00 (quinhentos escudos); a título de exemplo, uma táxi que vai de Palmarejo/Achada de Santo António ao aeroporto da Praia, custa 1500 a 2.000$00; alguém que elogia constantemente o partido único e milícias populares; sobre a gratuitidade no ensino superior, nem os países mais avançados que Cabo Verde conseguem implementar tal política e, como se diz na gíria, um país sem ouro e sem diamante, como é que suportaríamos tais despesas, ao menos uma explicação racional! É só para ganhar votos? Isto é brincar com a inteligência dos cabo-verdianos, razão pela qual não há lugar hoje para líderes populistas e demagógicas que apresentam soluções simplistas e milagrosas para os problemas políticos que afetam o nosso dia a dia.
A proposta política tal como está a ser formulado por Francisco Carvalho chama-se “regime da igualdade simples” muito bem explicado por Michael Walzer. Na ótica deste renomado filósofo político, o regime da igualdade simples não durará muito, porque o desenvolvimento posterior da conversão com a livre troca no mercado trará de certeza consigo desigualdades. No regime da igualde simples, assegura Walzer, todos possuem o mesmo dinheiro, logo, todos têm, digamos, igual capacidade para pagar a educação dos seus filhos. Queremos isto? É exequível hoje? E para quem se esforça? Onde está a meritocracia? Só um Estado centralizado e ativista teria a força suficiente para impor este regresso.
É caso para perguntar, por que razão não introduziu a gratuitidade do serviço de transporte público na capital do país? Já agora, por que razão não isentou os munícipes da Praia de taxas e impostos municipais? Não é da sua competência? Agindo assim, estaria a dar um primeiro sinal!
Ora, este nivelamento só teria lugar nos regimes comunistas e que felizmente estão todos, falidos e ultrapassados!
Por seu turno, a igualdade hoje é sempre complexa e consentânea com a economia de mercado, com a iniciativa privada, é contrário da tirania como muito bem referiu Walzer, ou seja, “estabelece um conjunto tal de relações que torna a dominação impossível. Em outras palavras, a igualdade complexa significa que a situação de qualquer cidadão em determinada esfera ou com respeito a determinado bem social, nunca pode ser abalada pela situação noutra esfera ou com respeito a outro bem social…”.
Graças à boa governação do MpD, o crescimento económico ajudou a reduzir os vários conflitos político-laborais, contribuindo para aumentar os salários de diversas categorias profissionais e que o governo do PAICV não conseguiu resolver. É bom lembrar também que o crescimento económico dá aos indivíduos, grupos e governos uma mais-valia de recursos para suportar a educação de modo a encorajar um corpo de cidadãos instruídos e educados. É o que aconteceu, por exemplo, com os professores (PCFR) e alunos de uma forma geral, ao implementar a isenção no pagamento das propinas.
Em suma, em pleno século XXI é impensável falarmos do regime de partido único, aventar a hipótese do regresso das milícias populares. Nota-se, por conseguinte, nas propostas de Francisco Carvalho, um certo saudosismo do passado de má memória e que urge ser combatido com todas as nossas forças. Não se esqueçam que num regime autoritário, o governo pode regular as vidas dos seus cidadãos até ao mais minucioso pormenor e puni-los a seu belo prazer. Num sistema liberal, o alcance da lei é limitado e os cidadãos estão protegidos contra qualquer interferência arbitrária nas suas vidas. Levem isto em devida conta na vossa decisão!
Perante tais ameaças, apelamos a todos os democratas para que defendamos em bloco contra esta deriva totalitária e protegermos a nossa democracia, a liberdade e o Estado de Direito e continuarmos a granjear o respeito e admiração na arena internacional…..
Participemos todos! Contrariamente ao que muitos pensam, a política é, na verdade, inevitável e os políticos são igualmente inevitáveis.
VOTE ULISSES CORREIA E SILVA.
CABO VERDE PA FRENTE