Retiro do Clero foi “tempo oportuno de oração, reflexão e descanso”

Constatação é do Bispo de Mindelo, no final do encontro que ontem chegou ao fim

Dom Ildo Fortes confirmou ao site da Diocese de Mindelo, que o retiro dos Padres Diocesanos que vinha decorrendo em São Nicolau, desde o dia 21, foi um “tempo oportuno de oração, reflexão e descanso”.

No final do encontro de uma semana que reuniu o Bispo Diocesano e 13 Sacerdotes de Mindelo, no antigo Seminário-liceu da Ribeira Brava, os participantes também avaliaram positivamente a semana de trabalhos.

Em nome dos participantes, o Padre Evanildo Reis, das Paróquias de Nossa Senhora do Rosário/Livramento, Santo Antão, destacou a “pregação e testemunho” do Padre António Martins, do Algarve, Portugal, que foi pregador no retiro.

Segundo constatou, a pregação lhes trouxe “abastecimento espiritual, para trabalhar com mais alegria, vigor e dedicação ao povo de Deus” nas respetivas Paróquias.

“Não nos cansemos de fazer o bem” – A mensagem do Papa para Quaresma

«Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a).

Queridos irmãos e irmãs!

A Quaresma é um tempo favorável de renovação pessoal e comunitária que nos conduz à Páscoa de Jesus Cristo morto e ressuscitado. Aproveitemos o caminho quaresmal de 2022 para refletir sobre a exortação de São Paulo aos Gálatas: «Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo (kairós), pratiquemos o bem para com todos» (Gal 6, 9-10a).

1. Sementeira e colheita

Neste trecho, o Apóstolo evoca a sementeira e a colheita, uma imagem que Jesus muito prezava (cf. Mt 13). São Paulo fala-nos dum kairós: um tempo propício para semear o bem tendo em vista uma colheita. Qual poderá ser para nós este tempo favorável? Certamente é a Quaresma, mas é-o também a nossa inteira existência terrena, de que a Quaresma constitui de certa forma uma imagem [1]. Muitas vezes, na nossa vida, prevalecem a ganância e a soberba, o anseio de possuir, acumular e consumir, como se vê no homem insensato da parábola evangélica, que considerava assegurada e feliz a sua vida pela grande colheita acumulada nos seus celeiros (cf. Lc 12, 16-21). A Quaresma convida-nos à conversão, a mudar mentalidade, de tal modo que a vida encontre a sua verdade e beleza menos no possuir do que no doar, menos no acumular do que no semear o bem e partilhá-lo.

O primeiro agricultor é o próprio Deus, que generosamente «continua a espalhar sementes de bem na humanidade» (Enc. Fratelli tutti, 54). Durante a Quaresma, somos chamados a responder ao dom de Deus, acolhendo a sua Palavra «viva e eficaz» (Heb 4, 12). A escuta assídua da Palavra de Deus faz maturar uma pronta docilidade à sua ação (cf. Tg 1, 19.21), que torna fecunda a nossa vida. E se isto já é motivo para nos alegrarmos, maior motivo ainda nos vem da chamada para sermos «cooperadores de Deus» (1 Cor 3, 9), aproveitando o tempo presente (cf. Ef 5, 16) para semearmos, também nós, praticando o bem. Esta chamada para semear o bem deve ser vista, não como um peso, mas como uma graça pela qual o Criador nos quer ativamente unidos à sua fecunda magnanimidade.

E a colheita? Porventura não se faz toda a sementeira a pensar na colheita? Certamente; o laço estreito entre a sementeira e a colheita é reafirmado pelo próprio São Paulo, quando escreve: «Quem pouco semeia, também pouco há de colher; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá» (2 Cor 9, 6). Mas de que colheita se trata? Um primeiro fruto do bem semeado, temo-lo em nós mesmos e nas nossas relações diárias, incluindo os gestos mais insignificantes de bondade. Em Deus, nenhum ato de amor, por mais pequeno que seja, e nenhuma das nossas «generosas fadigas» se perde (cf. Exort. Evangelii gaudium, 279). Tal como a árvore se reconhece pelos frutos (cf. Mt 7, 16.20), assim também a vida repleta de obras boas é luminosa (cf. Mt 5, 14-16) e difunde pelo mundo o perfume de Cristo (cf. 2 Cor 2, 15). Servir a Deus, livres do pecado, faz maturar frutos de santificação para a salvação de todos (cf. Rm 6, 22).

Na realidade, só nos é concedido ver uma pequena parte do fruto daquilo que semeamos, pois, segundo o dito evangélico, «um é o que semeia e outro o que ceifa» (Jo 4, 37). É precisamente semeando para o bem do próximo que participamos na magnanimidade de Deus: constitui «grande nobreza ser capaz de desencadear processos cujos frutos serão colhidos por outros, com a esperança colocada na força secreta do bem que se semeia» (Enc. Fratelli tutti, 196). Semear o bem para os outros liberta-nos das lógicas mesquinhas do lucro pessoal e confere à nossa atividade a respiração ampla da gratuidade, inserindo-nos no horizonte maravilhoso dos desígnios benfazejos de Deus.

A Palavra de Deus alarga e eleva ainda mais a nossa perspetiva, anunciando-nos que a colheita mais autêntica é a escatológica, a do último dia, do dia sem ocaso. O fruto perfeito da nossa vida e das nossas ações é o «fruto em ordem à vida eterna» (Jo 4, 36), que será o nosso «tesouro no céu» (Lc 18, 22; cf. 12, 33). O próprio Jesus, para exprimir o mistério da sua morte e ressurreição, usa a imagem da semente que morre na terra e frutifica (cf. Jo 12, 24); e São Paulo retoma-a para falar da ressurreição do nosso corpo: «semeado corruptível, o corpo é ressuscitado incorruptível; semeado na desonra, é ressuscitado na glória; semeado na fraqueza, é ressuscitado cheio de força; semeado corpo terreno, é ressuscitado corpo espiritual» (1 Cor 15, 42-44). Esta esperança é a grande luz que Cristo ressuscitado traz ao mundo: «Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1 Cor 15, 19-20), para que quantos estiverem intimamente unidos a Ele no amor, «por uma morte idêntica à Sua» (Rm 6, 5), também estejam unidos à sua ressurreição para a vida eterna (cf. Jo 5, 29): «então os justos resplandecerão como o sol, no reino do seu Pai» (Mt 13, 43).

2. «Não nos cansemos de fazer o bem»

A ressurreição de Cristo anima as esperanças terrenas com a «grande esperança» da vida eterna e introduz, já no tempo presente, o germe da salvação (cf. Bento XVI, Spe salvi, 3; 7). Perante a amarga desilusão por tantos sonhos desfeitos, a inquietação com os desafios a enfrentar, o desconsolo pela pobreza de meios à disposição, a tentação é fechar-se num egoísmo individualista e, à vista dos sofrimentos alheios, refugiar-se na indiferença. Com efeito, mesmo os recursos melhores conhecem limitações: «Até os adolescentes se cansam, se fatigam, e os jovens tropeçam e vacilam» (Is 40, 30). Deus, porém, «dá forças ao cansado e enche de vigor o fraco. (…) Aqueles que confiam no Senhor, renovam as suas forças. Têm asas como a águia, correm sem se cansar, marcham sem desfalecer» (Is 40, 29.31). A Quaresma chama-nos a repor a nossa fé e esperança no Senhor (cf. 1 Ped 1, 21), pois só com o olhar fixo em Jesus Cristo ressuscitado (cf. Heb 12, 2) é que podemos acolher a exortação do Apóstolo: «Não nos cansemos de fazer o bem» (Gal 6, 9).

Não nos cansemos de rezar. Jesus ensinou que é necessário «orar sempre, sem desfalecer» ( Lc 18, 1). Precisamos rezar, porque necessitamos de Deus. A ilusão de nos bastar a nós mesmos é perigosa. Se a pandemia nos fez sentir de perto a nossa fragilidade pessoal e social, permita-nos esta Quaresma experimentar o conforto da fé em Deus, sem a qual não poderemos subsistir (cf. Is 7, 9). No meio das tempestades da história, encontramo-nos todos no mesmo barco, pelo que ninguém se salva sozinho [2]; mas sobretudo ninguém se salva sem Deus, porque só o mistério pascal de Jesus Cristo nos dá a vitória sobre as vagas tenebrosas da morte. A fé não nos preserva das tribulações da vida, mas permite atravessá-las unidos a Deus em Cristo, com a grande esperança que não desilude e cujo penhor é o amor que Deus derramou nos nossos corações por meio do Espírito Santo (cf. Rm 5, 1-5).

Não nos cansemos de extirpar o mal da nossa vida. Possa o jejum corporal, a que nos chama a Quaresma, fortalecer o nosso espírito para o combate contra o pecado. Não nos cansemos de pedir perdão no sacramento da Penitência e Reconciliação, sabendo que Deus nunca Se cansa de perdoar [3]. Não nos cansemos de combater a concupiscência, fragilidade esta que inclina para o egoísmo e todo o mal, encontrando no decurso dos séculos vias diferentes para fazer precipitar o homem no pecado (cf. Enc. Fratelli tutti, 166). Uma destas vias é a dependência dos meios de comunicação digitais, que empobrece as relações humanas. A Quaresma é tempo propício para contrastar estas ciladas, cultivando ao contrário uma comunicação humana mais integral (cf. ibid., 43), feita de «encontros reais» ( ibid., 50), face a face.

Não nos cansemos de fazer o bem, através duma operosa caridade para com o próximo. Durante esta Quaresma, exercitemo-nos na prática da esmola, dando com alegria (cf. 2 Cor 9, 7). Deus, «que dá a semente ao semeador e o pão em alimento» (2 Cor 9, 10), provê a cada um de nós os recursos necessários para nos nutrirmos e ainda para sermos generosos na prática do bem para com os outros. Se é verdade que toda a nossa vida é tempo para semear o bem, aproveitemos de modo particular esta Quaresma para cuidar de quem está próximo de nós, para nos aproximarmos dos irmãos e irmãs que se encontram feridos na margem da estrada da vida (cf. Lc 10, 25-37). A Quaresma é tempo propício para procurar, e não evitar, quem passa necessidade; para chamar, e não ignorar, quem deseja atenção e uma boa palavra; para visitar, e não abandonar, quem sofre a solidão.

Acolhamos o apelo a praticar o bem para com todos, reservando tempo para amar os mais pequenos e indefesos, os abandonados e desprezados, os discriminados e marginalizados (cf. Enc. Fratelli tutti, 193).

3. «A seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido»

Cada ano, a Quaresma vem recordar-nos que «o bem, como aliás o amor, a justiça e a solidariedade não se alcançam duma vez para sempre; hão de ser conquistados cada dia» (ibid., 11). Por conseguinte, peçamos a Deus a constância paciente do agricultor (cf. Tg 5, 7), para não desistir na prática do bem, um passo de cada vez. Quem cai, estenda a mão ao Pai que nos levanta sempre. Quem se extraviou, enganado pelas seduções do maligno, não demore a voltar para Deus, que «é generoso em perdoar» (Is 55, 7). Neste tempo de conversão, buscando apoio na graça divina e na comunhão da Igreja, não nos cansemos de semear o bem. O jejum prepara o terreno, a oração rega, a caridade fecunda-o. Na fé, temos a certeza de que «a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido», e obteremos, com o dom da perseverança, os bens prometidos (cf. Heb 10, 36) para salvação nossa e do próximo (cf. 1 Tm 4, 16). Praticando o amor fraterno para com todos, estamos unidos a Cristo, que deu a sua vida por nós (cf. 2 Cor 5, 14-15), e saboreamos desde já a alegria do Reino dos Céus, quando Deus for «tudo em todos» (1 Cor 15, 28).

A Virgem Maria, em cujo ventre germinou o Salvador e que guardava todas as coisas «ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19), obtenha-nos o dom da paciência e acompanhe-nos com a sua presença materna, para que este tempo de conversão dê frutos de salvação eterna.

Roma, em São João de Latrão, na Memória litúrgica do bispo São Martinho, 11 de novembro de 2021.

Santiago Sul. Deputados do MpD visitam Concelho da Praia

Visita de 3 dias leva os parlamentares a um conjunto de instituições na Capital do País

Os Deputados do MpD de Santiago Sul, iniciaram hoje, terça-feira, uma visita de três dias ao Concelho da Praia, com o objetivo de estabelecer contato com as diversas instituições ligadas ao setor das novas tecnologias, formação profissional e associações desportivas.

A visita inicia no IEFP, seguindo-se o Comité Olímpico de Cabo Verde, encerrando o dia no Parque Tecnológico.

No segundo dia, a visita prossegue no NOSi e no IDJ, ficando concluída na sexta-feira, com deslocações à Federação de Basquetebol, AJEC e Federação Cabo-vediana de Futebol.

Adalgisa Vaz no 8.º Fórum Regional Africano sobre Desenvolvimento Sustentável

A Secretária de Estado para o Fomento Empresarial, Adalgisa Vaz, disse que Cabo Verde pretende aproveitar esta plataforma para a mobilização de recursos no âmbito dos programas de transição energética, e de BlueX, a nova plataforma da Bolsa de Valores cujo financiamento é assegurado pelo PNUD

O 8.º Fórum Regional Africano sobre Desenvolvimento Sustentável, decorrerá entre os dias 3 e 5, em Kigali, Capital de Ruanda, com o tema “Construir melhor: uma África mais verde, inclusiva e resiliente pronta para alcançar a Agenda 2030 e a Agenda 2063”.

O evento reunirá especialistas dos países membros da ONU, formuladores de políticas e Ministros Africanos, profissionais do meio académico e de agências do setor privado, assim como da Sociedade civil, como também parceiros internacionais de desenvolvimento.

Com recorde de 21 países Africanos para preparar as Revisões Nacionais Voluntárias dos seus progressos nos ODS, sete dos quais realizam seus primeiros VNRs.

O evento pretende ainda capacitar os Estados-membros para realizar a implementação, monitoramento e relatórios integrados da Agenda 2030 e da Agenda 2063 em nível nacional e local.

Ucrânia isenta visto quem queira ajudar a lutar contra invasão Russa

Medida do Presidente Volodymyr Zelensky, entra em vigor hoje, terça-feira

Um decreto-lei para que os estrangeiros dispostos a lutar pela Ucrânia contra a ofensiva Russa, a isentar de visto, enquanto durar a lei marcial, já foi assinada pelo Presidente da Ucrânia.

De acordo com Sky News, a medida produuz efeitos a partir de hoje, terça-feira.
A vice- Ministra da Defesa, Hanna Maliar, revelou ainda, que o País tem estado a receber “milhares de pedidos de estrangeiros que querem juntar-se à resistência aos ocupantes Russos e proteger a segurança do mundo do regime do “Presidente invasor” Vladimir Putin.

Governo financia 2 milhões de Escudos para projetos de Carnaval em São Vicente e São Nicolau

Devido ao impacto da pandemia da Covid-19, os grupos de Carnaval foram obrigados a suspender todo o investimento realizado para a festa do “Rei Momo”

Apesar de não haver o desfile de Carnaval, há dois anos, devido à pandemia da Covid-19, o Governo através Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas mantém o financiamento do Carnaval, por ter um papel relevante na dinamização cultural social, económico e turístico das duas Ilhas.

O montante de 10 milhões de Escudos Cabo-verdianos disponibilizado, está inscrito no Orçamento Geral do Estado para o ano económico de 2022, para apoiar o Carnaval. Tal medida resulta de um acordo entre o Governo e os dirigentes dos grupos.

Segundo o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, o montante será utilizado para ações formativas, workshops, entre vários aspetos relacionados com a organização do Carnaval e no empoderamento dos grupos a nível de captação de recursos materiais.

O Governo atribuiu um montante de 1.250.000$00, através da Liga Independente dos Grupos Oficiais de Carnaval de São Vicente e 750.000$00, aos três grupos de Carnaval de Ribeira Brava na Ilha de São Nicolau, nomeadamente, Copa Cabana, Brilho da Zona e Estrela Azul, sendo que cada um receberá o montante 250 mil Escudos.

Abraão Vicente assegurou que, na próxima semana, terá um encontro com os dirigentes dos grupos de Carnaval da Cidade da Praia, onde irá perceber os impactos da pandemia da Covid-19 na organização do Carnaval, bem como, anunciar o apoio que mesmos irão receber este ano.

Cabo Verde e ONU assinam novo Plano de Trabalho Conjunto

O pacote financeiro é de 15,6 milhões de Euros. Documento foi assinado ontem, na Cidade da Praia

Durante a assinatura do Plano de Trabalho Conjunto entre Cabo Verde e as Nações Unidas, a Coordenadora Residente da ONU no Arquipélago, disse que este novo Plano garante ações de continuidade com o anterior, lança as bases para o próximo quadro de cooperação (2023 – 2027) e mantém as grandes prioridades para dar resposta à pandemia da Covid-19.

Também disse que vai continuar a trabalhar com todos os setores principais do Governo, mas também com maior diversificação de atores, através de parcerias com o setor público, Sociedade civil, Municípios e setor privado, embora este último ainda “de forma incipiente”.

“A parceria entre as Nações Unidas e Cabo Verde vai muito para além da questão do orçamento e dos donativos” observou a diplomata que fala numa parceria de uma cooperação “técnica muito estreita”.

Ana Graça destacou ainda o trabalho com a Sociedade civil Cabo-verdiana, na perspetiva da prioridade nacional de territorialização e do progresso da agenda de descentralização do Arquipélago.

Segundo informou a representa da ONU na Cidade da Praia, o plano anual de trabalho com Cabo Verde dá continuidade de forma mais acentuada e transversal às questões do género e dos direitos humanos. “Porque, efetivamente, queremos continuar e aprofundar cada vez mais o trabalho na inclusão social”, apontou.

Da parte de Cabo Verde, o documento foi rubricado pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, para quem esta assinatura é a “prova evidente” da vontade política em reforçar e aprofundar as relações de cooperação entre as duas partes.

Miryam Vieira destacou a “grande importância” deste acordo, considerando os recursos já mobilizados, “que servirão para implementação de importantes programas e projetos nos mais diferentes domínios, complementando assim os esforços do País na materialização das suas estratégias de desenvolvimento”.

Ucrânia. Cidade de Kharkiv sob forte bombardeamento

Autoridades Ucranianas denunciam que bairros residenciais foram atingidos
O centro da segunda maior Cidade Ucraniana, Kharkiv, está a ser alvo de novos bombardeamentos Russos

É a informação que está a chegar da Ucrânia, nesta manhã de terça-feira. O chefe da administração regional de Kharkiv, Oleh Sinehubov, dá conta de bombardeamentos na Cidade nas primeiras horas do dia.

O edifício da administração, no centro da Cidade, e vários prédios residenciais foram alvo das forças invasoras, diz o responsável.

Há indicação de vítimas, mas os números não são certos ainda. Para já, fala-se em nove feridos.

Até ao momento, a ofensiva Russa na Ucrânia já matou mais de 350 civis, incluindo crianças. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e quase 500 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

Hoje, cumpre-se o 6.º dia de invasão.

Ucrânia pede mais sanções contra Rússia

Segundo o chefe da diplomacia Ucraniana, Vladimir Putin “comete mais crimes de guerra por fúria (e), assassina civis inocentes”

 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia classifica como “bárbaro” o ataque desta terça-feira a Kharkiv e pede mais sanções contra Moscovo e contra o regime de Vladimir Putin.

Segundo denunciou Dmytro Kuleba, Kharkiv foi atacada nas últimas horas por Urros que fizeram arrebentar “mísseis bárbaros” que atingiram a Praça da Liberdade e bairros residenciais daquela Cidade. “Putin é incapaz de quebrar a Ucrânia”, avaliou, no entanto.

Segundo o chefe da diplomacia Ucraniana, Vladimir Putin “comete mais crimes de guerra por fúria (e), assassina civis inocentes”.

Dmytro Kuleba desafia o mundo a fazer “mais” pela Ucrânia. “O mundo pode e deve fazer mais. Aumenta a pressão, isole a Rússia totalmente”, apelou nas redes sociais.

Taxa de positividade da Covid-19 entre 14 e 27 últimos foi de 0,7%

Há uma melhoria considerável, quando comparado com período anterior. Situação da pandemia no Arquipélago é “bastante positiva”, reconhece o Diretor Nacional de Saúde

 

De 2,4% nas duas semanas anteriores, a taxa de positividade da Covid-19, entre 14 e 27 de fevereiro situou-se em 0,7%, informou o Diretor Nacional de Saúde, que aponta como “positiva” a evolução nesse período.

A taxa de transmissibilidade ficou-se pelos 0,70, abaixo de 1, um resultado “bastante bom” avaliou Jorge Noel Barreto, que deu conta que a taxa de incidência acumulada, na segunda quinzena de fevereiro foi de 8 por 100 mil habitantes a nível nacional, muito abaixo dos 25 por 100 mil habitantes desejado.

Estes dados levam as autoridades sanitárias nacionais a avaliarem como “bastante favorável” mas que precisa ser consolidada. “Precisamos continuar vigilantes”, recomendou o DN de Saúde.