Ulisses Correia e Silva diz que há, sim, perdedores, no pleito de ontem e identificou-os sem se referir, no entanto, aos seus nomes em concreto
Se em 2016, recordou, afirmou que não houve perdedores, agora em 2021 há. Ulisses que falava no seu discurso de vitória pontuou que os perdedores são aqueles que fizeram da política “a forma de ataque”, não ao seu Governo ou ao seu Partido “mas ataque ao País”. E continuou. Houve quem preferiu política “de terra queimada, uma oposição pouco contributiva, negacionista”.
Na opinião do Primeiro-Ministro reeleito, esta práxis trouxe “muito pouco” para Cabo Verde, pois em situações muito difíceis, como a que o País vive “nós esperávamos que houvesse uma atitude diferente”. No entanto, reconhece, “é uma lição” para a oposição, porque Cabo Verde precisa de uma oposição “forte, mas responsável”, e com “sentido de Estado”.
Ulisses deixa mensagem de “compromisso” para o País e para o futuro e uma mensagem de “rejeição também a um tipo de política” que segundo observou “não deve” fazer escola em Cabo Verde.
“Populismo exagerado, irresponsabilidade, falta de sentido de Estado”, advertiu, “os Cabo-verdianos deram também um cartão vermelho a este tipo de oposição”.
O MpD venceu as eleições de ontem e tem garantido 36 dos 72 Mandatos. A UCID tem 4 e o PAICV 29. Faltam definir 3 lugares no novo Parlamento.