São Vicente com mais 27 casos positivos de Covid-19

Ilha passa a ter maior número de casos ativos no País, 77. A nível nacional foram registados 37 casos novos. Praia teve, 8 e Porto Novo, 2

A Ilha de São Vicente registou nas últimas 24 horas mais 27 novos casos positivos de novo coronavírus, elevando para 77 o número de casos ativos naquela Ilha.

São Vicente volta assim a ser a Ilha com mais casos ativos, no País. A Ilha de Santiago, é a segunda com 75 casos ativos, dos quais 64 na Praia, que neste domingo registou 8 positivos.

Outros dois casos novos de infeção pelo novo coronavírus foram reportados na Ilha de Santo Antão, no Município do Porto Novo.

De referir ainda que o País registou 2 recuperados no último dia, todos em São Vicente.

Neste domingo, o País contabiliza 222 casos ativos, 11.580 casos recuperados, 113 óbitos por Covid, 3 óbitos por outras causas e 2 transferidos, perfazendo um total de 11.920 casos positivos acumulados.

África subsaariana deve crescer 4,9% superando recessão de 2,5% em 2020

Consideração é da Consultoria Capital Economics

A Consultora Capital Economics considerou hoje que a África subsaariana deverá crescer 4,9% este ano, recuperando da recessão do ano passado motivada pela pandemia de Covid-19, classificada de “tempestade” por estes analistas Britânicos.

“Depois da tempestade de 2020, os decisores políticos na África subsaariana desejam acalmia em 2021, mas com a distribuição de vacinas a ser um dos principais desafios na região, a recuperação económica pode ser mais lenta que noutras partes do mundo”, escrevem os analistas numa análise às economias Africanas.

No documento, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, a Capital Economics escreve que “as iniciativas de alívio da dívida também não deverão ser grande ajuda”, o que faz com que a recuperação económica fique nos 4,9% este ano, depois da contracção de 2,5% em 2020. “Os decisores políticos africanos têm uma montanha para escalar no que diz respeito à encomenda e distribuição de vacinas”, escrevem, apontando que “a fraca infraestrutura e equipamentos de congelação também fazem com que a distribuição em África seja mais difícil que noutras partes do mundo”.

Os esforços das instituições financeiras multilaterais, por outro lado, também não serão uma panaceia para os males Africanos: “Um dos principais legados do Covid-19 é deixar os Governos Africanos com um peso da dívida maior do que no início da pandemia”, apontam.

As iniciativas de alívio da dívida, como a Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida, “não esteve à altura das expetativas devido às potenciais consequências negativas da adesão, envolvimento seletivo da China e falta de participação do setor privado”, dizem os analistas, alertando que a “Moldura Comum” para tratar a dívida, acordada no final do ano pelo G20, também não deverá resolver o problema. “A Moldura Comum do G20 também não deverá ser solução, porque o plano, apesar de apresentar condições de redução da dívida com uma participação mais alargada dos credores, deverá ser insuficiente para minorar a desconfiança mútua que existe entre os detentores privados de dívida e a China”, conclui-se no texto.

Bailarina, de origem Cabo-verdiana, vítima de racismo na Alemanha

Chloé Lopes Gomes foi a primeira bailarina negra a integrar a Companhia Nacional de Balé / Staatsballett de Berlim. Mas a descoberta de que sua supervisora tinha um problema com a sua cor da pele, ela passou a viver um pesadelo. Chloé agora resolveu denunciar o abuso. Bailarina acusa companhia alemã de racismo e de forçá-la a usar pó de arroz

A primeira bailarina negra a fazer parte do balé nacional da Alemanha, o Staatsballett de Berlim, diz ter sido vítima de racismo na instituição. A francesa Chloé Anais Lopes Gomes, de 29 anos, afirma que uma professora a perseguiu e discriminou durante dois anos, a ponto de forçá-la a passar maquiagem branca na pele para estrear no espetáculo “O Lago dos Cisnes”.

Ela afirma ainda que a instituição foi conivente com as situações de racismo e que tentaram demiti-la quando ela denunciou internamente o que vinha sofrendo.

Os advogados de Chloé conseguiram reverter a demissão, mas sua agressora continua trabalhando na companhia, onde tem cargo vitalício. “Nos cruzamos todos os dias nos corredores”, contou a bailarina ao UOL.

Filha de pai cabo-verdiano e mãe francesa, nascida na França, Chloé entrou no Staatsballett em 2018 e foi a primeira mulher negra a trabalhar na companhia nacional de dança alemã, uma das mais prestigiadas do mundo.

“Era meu sonho entrar nessa companhia, é uma das melhores do mundo, tem bailarinos do mundo inteiro. Nunca esperava viver isso lá dentro. Eu morei na Rússia e nunca passei por isso lá”, disse ela, que estudou no balé Bolshoi, o mais importante e tradicional do mundo.

Em entrevista ao UOL, Chloe relatou que foi perseguida durante dois anos pela mestra. “Ela fazia piadas racistas o tempo todo. Fiquei muito estressada, tive depressão e dores no estômago. É muito difícil manter a sanidade quando alguém fica o tempo todo te colocando para baixo”, contou.

“Ela ficava o tempo todo me corrigindo, dizendo que eu estava fora da fileira, mas eu sabia que não estava. Não que eu não suporte críticas, mas estamos falando de coisas básicas que você aprende com três anos de idade no balé”, disse Chloe.

Pó de arroz

As perseguições culminaram na estreia do clássico “O Lago dos Cisnes”. A mestra ordenou que todos os bailarinos usassem pó de arroz para que o corpo de baile ficasse homogêneo no palco.

“É comum nesse tipo de repertório todos os bailarinos usarem pó de arroz. Mas você nunca pede a um bailarino negro que use maquiagem branca. Isso não se pede. Eu disse a ela: ‘não vou ficar branca, não sou branca'”, contou Chloe. A mestra, então, teria replicado a ela que passasse mais maquiagem.

“Ficou horrível. Minha pele ficou cinza-esverdeada. Simplesmente não consegui acreditar que eles não poderiam aceitar a ideia de ter um cisne negro”, relatou.

O espetáculo, escrito em 1876 por Piotr Tchaikovsky, tem um subtexto muitas vezes interpretado como racista. A história versa em cima de um triângulo amoroso envolvendo Odette, a princesa que é transformada em cisne branco, e Odile, a bruxa que se metamorfoseia em cisne negro. A bailarina Chloé fazia parte do coro de cisnes.

Demissão

As perseguições se agravaram em janeiro deste ano, quando o co-diretor artístico da companhia, Johannes Öhman, que protegia Chloé na instituição, foi subitamente desligado. “Sob a direção do Sr. Oman eu estava muito feliz, ele nunca reclamou do meu trabalho. Em janeiro ele deixou a companhia e eu me senti sozinha. Logo depois fui demitida”, relata.

“Fiquei surpresa, foi incompreensível, não esperava isso. Estava elencada para dois espetáculos. Disseram que eu não me enquadro na companhia, que eu não sou ‘musical’, como se o motivo fosse minha competência, mas eu sei que não é. E ainda disseram que lamentavam muito o que aconteceu comigo, mas que esse não era o motivo da demissão”, contou Chloé.

Chloé afirma que tem recebido muitas mensagens de apoio de colegas, de bailarinos de toda parte do mundo e até de pessoas desconhecidas nas redes sociais. Mas que, apesar de todo o apoio, ainda se sente desrespeitada pela companhia, que até hoje não demitiu a professora.

“Sou muito sortuda de ter a mídia ao meu lado, de ter muitos colegas ao meu lado, tenho recebido muito apoio nas redes sociais. Mas a verdade é que nada aconteceu até agora. Ela continua trabalhando lá. Isso é inaceitável”, afirma.

“Na França isso jamais aconteceria. Racismo não é brincadeira, especialmente em instituições importantes. A pessoa seria demitida se fizesse isso. Essa pessoa não pode ser mestra de balé, isso depõe contra a reputação da companhia. Algumas pessoas têm poder demais e isso também deveria mudar. Quando alguém é racista, tem que ser punido. Racismo é crime, mas muitas pessoas não entenderam isso até hoje”, conclui.

Outro lado

O Staatsballett de Berlim publicou um comunicado sobre o caso, afirmando que fará uma investigação interna.

Temos mais de 90 bailarinos de várias partes do mundo. Como companhia, tínhamos a impressão de que a diversidade por si só nos faria sensíveis a questões de racismo e discriminação, mas estávamos errados. O racismo estrutural é societário e afeta a todos. O comportamento discriminatório que foi denunciado em nossa instituição nos comove profundamente e mostra a necessidade de ferramentas e conhecimento para lidar com essas questões e fazer mudanças profundas.

Estamos realizando uma investigação com apoio de especialistas independentes sobre qualquer comportamento discriminatório dentro de nossa empresa. Qualquer forma de discriminação e racismo em nossa empresa é inaceitável. Desde que nossos ex-diretores artísticos, Sasha Waltz e Johannes Öhman, deixaram a empresa abruptamente na última temporada, nossa empresa está em um estado de transição. Considerando as conversas que surgiram nas últimas semanas, agora vemos isso como uma oportunidade de reestruturar a empresa. É nossa prioridade promover um clima de trabalho em que todos os funcionários sejam incentivados a se manifestar assim que ocorrerem transgressões de qualquer tipo. Como instituição estatal, não podemos ser parte do problema; devemos dar o exemplo.

Outro ponto importante inclui a revisão do repertório da nossa empresa para descobrir maneiras desatualizadas e discriminatórias de atuação, bem como questionar e reavaliar nossas tradições de longa data. Estamos cientes de que a profissão do balé marginalizou as pessoas não-brancas ao longo da história. No entanto, é nosso dever artístico ser um espelho da nossa sociedade, e nosso repertório deve ser um farol artístico que o reflita em toda a sua diversidade.

com UOL

África com mais de 50 mil novos casos e 1.355 mortes devido à Covid-19

O número de recuperados no mesmo período foi de 36.750 para um total de 2.316.147

África registou mais de 50 mil novos casos e 1.355 mortes em 24 horas, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana
A mais recente atualização das estatísticas sobre a pandemia no continente, que esta semana têm registado um atraso de alguns dias, revela que, a 1 de janeiro (sexta-feira), os 55 estados membros da União Africana contabilizavam 2.785.548 de infeções (+56.946) e 66 145 mortes (+1.355).

O número de recuperados no mesmo período foi de 36.750 para um total de 2.316.147.
A África Austral mantém-se como a região mais afetada, com 1.203.533 casos e 30.943 mortes. O Norte de África é a segunda zona mais afetada pela pandemia, com 936.251 casos de infeção e 24.434 vítimas mortais.

A África Oriental regista 323.785 infeções e 6.003 mortos, na África Ocidental o número de infeções é de 246.230 e o de mortes ascende às 3.278, enquanto a África Central regista 75.749 casos e 1.487 óbitos.

Em relação aos países de língua oficial Portuguesa, Angola regista 407 óbitos e 17.608 casos, seguindo-se Moçambique, 168 mortos e 18.968 casos, Cabo Verde, 113 mortos e 11.883 casos, Guiné Equatorial, 86 mortos e 5.264 casos, Guiné-Bissau, 45 mortos e 2.446 casos e São Tomé e Príncipe, 17 mortos e 1.014 casos.

Este novo ano tem tudo para ser maravilhoso

Agora, que iniciou um novo ano, façamos com que não seja só mais um ano e sim que seja um ano mais especial que o anterior. O ano que passou deixará boas e más lembranças. Afinal, todos os anos que passam deixam marcas, sejam elas melhores ou piores.

Se, para trás, fica um ano de sofrimento e de lágrimas, guardemos a certeza de que sobrevivemos. Dos nossos erros, guardemos a aprendizagem, das dificuldades, lembremos o momento da nossa superação. Devemos sentir alegria e gratidão por mais um ano vivido e, apesar de tudo que tenha acontecido, o mais importante é que chegámos até aqui mais experientes, mais fortes e com mais sabedoria. Sigamos firmes nos nossos propósitos.

Agora, é tempo de encher o coração de optimismo, esperança e sonhos, é tempo de recomeçar e renovar, pois um novo começou e devemos vivê-lo e aproveitá-lo ao máximo. Este novo ano tem tudo para ser maravilhoso! Encerra em si todas as possibilidades.

Acreditemos nas nossas capacidades, cuidemos de tudo para tentarmos ser mais felizes e não desistamos dos nossos sonhos. Olhemos para o passado ano com gratidão, sem nos esquecermos de agradecer pelas nítidas evidências de que a fé vence todas as dúvidas, de que a esperança supera o desespero, de que a coragem se sobrepõe aos desânimos.

Foi mais um ano que terminou e outro que já se nos apresenta pela frente. O maior desafio que temos neste momento é saber diferenciar a aprendizagem dos erros. Com a primeira, devemos absorvê-la, aprimorá-la e aplicá la nas diversas situações que se nos deparem neste novo ano.

Já no que toca aos erros, devemos aprender a não errar duas vezes no mesmo ponto! Vamos iniciar mais um capítulo com 365 páginas em branco para que cada um de nós possa escrever no livro da vida, com a mão de Jesus a guiar suavemente a nossa mão. Transformemos cada dia deste novo ano em linhas memoráveis do livro da nossa vida.
Página a página, passo a passo… confiantes de que Deus, o nosso amoroso Pai, coloca ao nosso alcance tudo o que nos faz falta para podermos dar o melhor de nós. A nossa parte consiste então em desejarmos sempre estender a nossa mão a Deus, manter a nossa vigilância interior bem activa, crentes de que a cada dia nos podemos superar nos mais ínfimos aspectos.

Que este novo ano nos permita ser muito melhores do que temos sido; que sejamos incansáveis na busca do melhor de nós, na busca da nossa verdade mais íntima, mais iluminante, na busca incessante de Deus, como a verdadeira luz que nos resgata de todas as sombras.

Marcelo anuncia estado de emergência de 8 dias

 Presidente justificou a medida com desconhecimento sobre os efeitos do período de Natal

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou que o próximo período de estado de emergência deve ser apenas de uma semana e replicar as medidas atualmente em vigor.

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que na próxima semana irá renovar o estado de emergência apenas por uma semana, mas garantiu que essa opção não é por razões eleitorais. Ou seja, não é por causa do calendário das eleições presidenciais, cuja campanha oficial começa a 11 de janeiro.

O Chefe do Estado Português justificou a medida com as indicações dadas pelos especialistas, segundo os quais não será possível perceber já no início da próxima semana os efeitos que teve o desconfinamento parcial do período do Natal. Segundo o Presidente, só na reunião com especialistas de dia 12 é que será possível ter noção desses efeitos e tomar decisões. Por isso, prefere manter por uma semana as medidas em vigor.

Covid-19. EUA registam 2.237 mortos e 277.346 casos em 24 horas

País contabiliza agora 20.381.349 casos e 349.920 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia

Os Estados Unidos registaram 2.237 mortos e 277.346 infetados com o novo coronavírus em 24 horas, segundo a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

O País contabiliza agora 20.381.349 casos e 349.920 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia.

O fato de ter superados os 20 milhões de casos no sábado implica que os EUA duplicaram o número total de infetados em menos dois meses, já que os dez milhões de contágios tinham sido alcançados a 9 de novembro.

Um dado que ilustra a gravidade da situação no País, que em dezembro registou vários recordes diários no número de mortes por Covid-19.

O estado de Nova Iorque continua a ser o mais duramente atingido pela pandemia com 38.243 mortes, seguindo-se o Texas com 28.597.

Os Estados Unidos são o País com mais mortos e também com mais casos de infeção confirmados.

882 amostras analisadas, 11 positivos e 12 recuperados. Os dados de hoje

Praia analisou 247 amostras e não teve nenhum caso positivo. Fogo em 263 amostras, cinco confirmaram a doença. São Vicente diagnosticou duas novas infeções em 104 amostras e Sal nenhuma em 92 amostras examinadas

Cabo Verde diagnosticou nas últimas 24 horas, 11 casos positivos, isso em um total de 882 amostras analisadas nos laboratórios do País.

De acordo com os dados avançados hoje, esses casos foram registados na Ilha do Fogo (São Filipe, 3, Mosteiros, 1 e Santa Catarina, 1), São Vicente, 2 Maio, 3 e Ribeira Grande de Santo Antão, 1.

De realçar que no Município da Praia foram analisadas 247 amostras, Fogo, 263, São Vicente, 104, Sal, 92, Maio, 80, Santo Antão, 40, Santa Catarina de Santiago, 23, São Salvador do Mundo, 4, Tarrafal de Santiago, 14, São Miguel, 8, Santa Caruz, 1, e São Lourenço dos Órgãos, 6.

Foram ainda reportados mais 12 recuperados, neste sábado, 2 de janeiro de 2021. Praia teve 5, São Filipe, 2, Ribeira Grande de Santo Antão, 1 e São Vicente, 4.

O País passa a contabilizar 187 casos ativos, 11.578 casos recuperados, 113 óbitos por Covid, 3 óbitos por outras causas, e 2 transferidos, perfazendo um total de 11.883 casos positivos acumulados.

 

Portugal supera barreira de 7 mil óbitos devido à Covid-19

Autoridades reportaram, este sábado, mais 73 mortes, elevando o número de casos fatais para 7.045, desde o início da pandemia

Dados atualizados hoje, indicam mais 3.241 infeções, com o País a registar um acumulado de 423.723 infeções, a grande maioria homens.

Dos óbitos hoje anunciados, a maioria ocorreu em Lisboa e Vale do Tejo, 28, ao passo que a região Norte teve 22. A região Centro teve 14 e Alentejo 9.

Cabo Verde: A Próxima escolha do Partido de Governo

Herdou em meados de 2016, o actual Governo, suportado pelo MPD, uma economia estagnante, em trajectória decrescente, desde 2008, para atingir a taxa de 1.5% em 2015, um endividamento público elevadíssimo (131% do PIB), altas taxas de desemprego (15%), sobretudo do desemprego jovem (40%) e de insegurança pública, deixando 160.000 cabo-verdianos no limiar ou baixo do limiar da pobreza, um conjunto de empresas públicas deficitárias, cuja privatização foi colocada em stand-by desde 2001, mas que vinham sugando imensos recursos públicos, um sector privado moribundo e sem capacidade de investimento e de criação de empregos.

Priorizou o PAICV, durante os longos 15 anos (2001-2015) em que esteve no poder, programas de infra-estruturas, alguns deles, desprovidos de viabilidade e que não se traduziram no aumento do crescimento económico partilhado, esquecendo a economia real, o viveiro de criação de empregos, de rendimentos e de empoderamento das famílias.

Perante tamanha herança, num curto espaço de tempo, teve o actual Governo, apesar de 3 anos consecutivos de seca severa, a capacidade de introduzir reformas profundas à macro-economia cabo-verdiana, resultando dessas reformas, sinais irrefutáveis de retoma, quando em 2019 a taxa de crescimento já atingia 6.5%, o endividamento público (de 131% para 125%) e o desemprego (de 15% para 11.3%) já estavam numa rota descendente, as empresas, as famílias e os emigrantes com maior confiança e o sector do turismo a impulsionar essa retoma.

A partir de Março de 2020, a pandemia do COVID-19 fez parar todos os ganhos conseguidos em tão pouco tempo em Cabo Verde, os quais não podem e não devem ser dissociados da queda brutal de todas as economias do mundo, sem excepção. O lockdown do país, da sociedade e da economia, atirou para a falência ou reduziu o volume de actividades de centenas de empresas, colocou no desemprego e na probreza, milhares de pessoas, afectou todas as famílias, que viram os seus rendimentos reduzidos.

Mesmo assim, o actual Governo, teve a capacidade de conceber e de implementar, em tempo oportuno, importantes programas de mitigação da seca e do salvamento do gado, assim como o de distribuição de cestas básicas que permitiram a assistência alimentar a 22.500 famílias, correspondente a cerca de 90.000 pessoas e, representando um investimento total de 21 mil contos, o da atribuição do Rendimento Social de Inclusão a 8.000 famílias em situação de pobreza extrema e o dos rendimentos solidários aos trabalhadores por conta própria do sector informal da economia, sem esquecer a duplicação e o aumento do número de beneficiários das pensões sociais para a diáspora em África.

Estes são sinais claros de que, de facto, o Governo e o MPD estiveram atentos aos problemas sociais e souberam dar repostas adequadas às necessidades urgentes dos mais desfavorecidos, face aos efeitos negativos da pandemia e da seca severa na vida das pessoas. A avaliação que os cabo-verdianos fazem das respostas dadas pelo Governo aos efeitos da COVID-19 são altamente positivas.

Só o populismo barato e a demagogia dos partidos da oposição, com o PAICV à cabeça, poderão justificar tamanhos e permanentes ataques ao Governo e ao partido que o suporta, por forma a enganar os menos incautos e conseguir votos, em matéria de cumprimento da meta de criação de 45.000 postos de trabalho, perante o contexto herdado em 2016 e os efeitos negativos da seca e do COVID-19. Não fossem esses factores adversos, estaríamos muito próximos de e/ou teríamos atingido essa e outras metas estabelecidas para a legislatura, pois uma governação transparente pressupõe metas e compromissos e não falácias.

Avizinham-se as próximas eleições legislativas e, os cabo-verdianos não podem e não devem, passar um cheque em branco àqueles que desgovernaram o país, que tinham o tempo mais do que suficiente (15 anos) para a criação de uma sociedade mais justa, com menos desemprego, pobreza e exclusão social, com um melhor ambiente de negócios para as empresas e com uma confiança crescente das famílias e dos emigrantes.

Vamos aguardar, serenamente, pelas propostas de políticas públicas, de cada um dos partidos políticos, para o próximo ciclo de governação, as quais são importantes, mas não suficientes para convencer o eleitorado. Os líderes que encabeçam cada um dos partidos concorrentes e as suas capacidades técnicas e humanas de cada um deles são, igualmente, importantes, no momento da escolha do eleitorado, sobre a quem confiar as rédeas da governação.

Entre Ulisses Correia e Silva (UCS) e Janira Hopffer Almada (JHA), para destacar apenas os presidentes dos partidos do arco do poder, as diferenças são enormes. Os cabo-verdianos têm duas opções nas legislativas que se avizinham: (1)Escolher UCS/MPD, quem já deu sobejas provas de ser trabalhador, competente, honesto e capaz de identificar e executar políticas públicas que vão de encontro às suas necessidades e prioridades (basta consultar os relatórios dos principais parceiros de desenvolvimento de Cabo Verde sobre o desempenho deste governo em diversos sectores), mesmo com 3 anos consecutivos de seca e com a pandemia do COVID-19, que travou todos os ganhos conseguidos em apenas 4 anos de mandado ou (2) Escolher JHA/PAICV, que, pelo seu passado num cargo importante da governação, por muito tempo, na era do José Maria Neves, deixou mais jovens desempregados, mais criminalidade no país, mais micro, pequenas e médias empresas falidas, menor crescimento económico de que se tem memória, mais dívida pública, mesmo em tempo de abundância de ajuda pública ao desenvolvimento.

Enquanto líder do maior partido da oposição na actual legislatura ela não trouxe nenhuma proposta de lei válida, para resolver os candentes problemas da nação, tendo tomado, nas suas várias intervenções no parlamento, atitudes de desforra e de malcriação, chegando ao ponto de rasgar, à frente de todos os cabo-verdianos, o Programa de Governo por estes sufragado nas urnas, o que demonstra o grau de infantilidade dessa senhora no tratamento de assuntos públicos.

Os sinais preocupantes de perseguição política e de partidarização da administração autárquica, nas Câmaras Municipais ganhas pelo PAICV nas últimas eleições autárquicas de 25 de Outubro de 2020, mostram, de forma clara e à semelhança do que fazia no período 2001-2015, o estilo de governação desse partido, marcado pela exclusão de todos aqueles que não lêem pela sua cartilha.

Entre os dois, a escolha parece óbvia para mim e para muitos cabo-verdianos: Ulisses Correia e Silva e MPD. Nu ka pode anda pa trás, pamódi nu ka cutu-bembem, pa kem ki conche és bitcho na ilha de Santiago/Cabo Verde.

Votos renovados de um 2021 repleto de vitórias a todos aos cabo-verdianos, no país e na diáspora!