Empreendedorismo é a melhor via para emprego – Presidente IEFP

Declarações foram feitas no ato de abertura da Semana Global de Empreendedorismo, GEW, justificando Paulo Santos que o Estado não tem mais espaços para empregar jovens

O Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Emprego e Formação Profissional, IEFP, asseverou ontem na ilha do Sal, que o empreendedorismo é a melhor via para o emprego, já que o Estado “não tem mais espaços” para empregar jovens.

Paulo Santos indicou que o programa de estágios profissional é uma política ativa de emprego, que visa facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho, referindo que o estudo de impacto de 2018 indica que, nos três últimos anos, 60% dos jovens estavam inseridos no mercado de trabalho.

Paulo Santos avançou a criação de três instituições-chave de financiamento e de promoção das empresas pelo Estado, nomeadamente, a Pro-Empresa, a Pro-Capital e a Pro-Garante, para dar suporte ao ecossistema que se quer criar.

O Presidente do Conselho Diretivo do IEFP, assegurou que o Governo, através do Instituto que preside, liquidou a dívida de cerca de 800 jovens dos anos 2016 e 2017, no valor de aproximadamente 30 mil contos.

Organizada pela Associação de Jovens Empresários, AJEC, no âmbito das celebrações dos seus dez anos de existência, o GEW traduz-se num evento mundial que acontece em 170 países e celebra os inovadores e geradores de emprego que impulsionam o crescimento económico, proporcionando o bem-estar para as suas populações.

Manuel de Pina leva informações complementares à PGR sobre Fundo do Ambiente

Autor da denuncia, em 2015, Presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde vai prestar informações junto da PGR

A ANMCV vai ainda esta terça-feira, 19, fornecer informações complementares à Procuradoria Geral da República, na sequência do processo de investigação do Fundo do Ambiente, que no último sábado, 16, conheceu novos desenvolvimentos, com o Tribunal de Contas a não homologar as contas referentes a 2012, 2013 e 2014 por haver “muitas ilegalidades/irregularidades”.

Manuel de Pina, que lidera a Associação dos Municípios, confirmou à RCV que aquele órgão foi notificado para hoje prestar novas informações.

Foi a ANMCV que em setembro de 2015, deu entrada no Tribunal de Contas e na Procuradoria, do processo-denúncia contra o então Ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, Antero Veiga, a quem acusava de estar a desviar recursos do Fundo do Ambiente para associações próximas do PAICV e outras instituições não elegíveis, ao invés de tratar com as Autarquias.

A ANMCV “nunca iria fazer uma denuncia sem fundamentos”, recordou o também Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, em declarações à rádio pública.

O Autarca é de opinião que o Municipalismo e o País saíram lesados com esta situação, em que o TC fala em desvio de cerca de 500 mil contos, sendo certo que ainda faltam inspecionar as contas de 2015 e 2016.

O TC não homologou as contas e enviou os relatórios ao Ministério Público por entender haver procedimento criminal que compete àquele órgão apurar.

Nem o antigo Ministro, Antero Veiga, nem o DG do Ambiente, Moisés Borges, e nem mesmo o primeiro-ministro da época, José Maria Neves, se pronunciaram sobre o assunto.

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José Sanches insiste nas irregularidades nas eleições no PAICV

Candidato à sucessão de JHA estará a experimentar dificuldades criadas pelo Secretário Geral do PAICV, Julião Varela, a quem acusa de faltar à verdade e de se esconder atrás de “desculpas esfarrapadas”

As eleições internas no PAICV, Partido na Oposição, correm sérios riscos de ficarem marcadas “pela negativa”, se o PAICV manter a sua posição de manter delegados natos em número maior que os delegados eleitos pelas bases.

A crítica é do candidato José Sanches, e surgiu na sequência de um posicionamento do SG, Julião Varela, apoiante de JHA.

Sanches não entende o porquê da diminuição dos delegados ao Congresso, mantendo-se os natos. “Já fizeste as tuas contas? Já viste que está ferido de ilegalidades?”, refere numa publicação na sua conta pessoal na rede social Facebook, contrariando, assim, a tese de que estas eleições estão a ser preparadas de forma ilegal.

Dirigindo-se a Julião Varela, Sanches escreveu, perguntando: “já reparaste que o PAICV poderá entrar na história, infelizmente pela negativa como sendo o primeiro Partido que vai para umas eleições eleger menor número de delegados do que a fatia bem bom, reservado aos natos, a JPAI e da FMPAICV quando somados? Perfazendo 193 natos contra 171 a eleger?”.

No seu texto, o candidato apoiado por Filú, Júlio Correia e outros nomes fortes do PAICV, reafirma a sua crítica quanto à ilegalidade do processo eleitoral interno, e explica como o processo foi encurtado, em cerca de um mês, quiçá para travar o crescimento do seu projeto de liderança.

“Se as eleições tiverem lugar a 29 de janeiro de 2017, 3 anos nunca seria 22 de dezembro de 2019. Se o congresso que confirmou o mandato da atual Presidente, ao votar a moção de orientação política nacional, e a eleição dos outros órgãos teve lugar nos dias 17-19 de fevereiro de 2017, 3 anos nunca seria 31 (de janeiro), 1 e 2 de fevereiro de 2020. Portanto, estamos perante uma clara antecipação de eleições”, observou Sanches que acusa o SG do PAICV de faltar à verdade, escondendo-se atrás de “desculpas esfarrapadas”.

No texto, em tom irónico, José Sanches condena ainda a atitude da atual liderança do PAICV que nunca se dignou o receber, bastas vezes solicitado, para formalizar a sua disponibilidade de candidatura.

“Solicitei vários encontros com a Presidente e contigo (Julião Varela), não aceitaram e via carta enviei a minha disponibilidade a todos os membros do Conselho Nacional (…). Se disseres que não, publico a carta. Tens que ser sério”, comentou, para de seguida falar em “falácias”, com a substituição de uma comissão de jurisdição e fiscalização, para uma coordenada por Manuel Inocêncio Sousa, outro apoiante de JHA.

Já na ponta final da sua publicação, Sanches deixa evidente estar a ser vítima de “desprezo” dos próprios colegas de Partido.

Cabo Verde integra missão de observadores das eleições na Guiné-Bissau

Missão será no quadro da Assembleia Parlamentar da CPLP, devendo dois Deputados nacionais integrarem aquela delegação

Uma delegação de seis membros, da Assembleia Parlamentar da CPLP vai observar a primeira volta das eleições presidenciais de 24 de novembro, na Guiné-Bissau.

A Deputada Georgina Gemiê (MpD) e o Deputado João Batista Pereira (PAICV) já se encontram em Bissau, onde integram a missão de observadores, integrada por mais quatro parlamentares da Comunidade, nomeadamente, dos Parlamentos de Angola e Portugal.

É a primeira vez que Cabo Verde integra uma missão de observadores de eleições na CPLP, desde que o Arquipélago assumiu a presidência rotativa da Comunidade.

Nota-se que 12 nomes disputam as eleições no País de Amílcar Cabral. Uma segunda volta, a se justificar, realiza-se a 29 de dezembro.

Heldon diz adeus à Seleção Nacional

O Capitão da Seleção Cabo-verdiana de Futebol colocou um ponto final na sua carreira internacional, depois de 52 jogos com a camisola da Seleção Nacional

Heldon Ramos, mais conhecido por “Nhuck” fez o anúncio depois do jogo Cabo Verde-Moçambique, que terminou empatado a duas bolas, a contar para a segunda jornada de qualificação para CAN 2021, numa partida em que foi suplente não utilizado.

A decisão, segundo o camisola 10 de Cabo Verde, “não é de hoje”, e foi tomada juntamente com a sua família, “há algum tempo”.

“Nhuck” maior marcador da Seleção Nacional, com 15 golos, agradeceu ao povo Cabo-verdiano pelo apoio aos Tubarões Azuis, apelando que essa onda de apoio continue para com os que estão a representar a Bandeira Nacional.

Heldon “Nhuc” Ramos esteve presente em duas Copas de África das Nações, em 2013, na África do Sul e 2015, na Guiné Equatorial.

Depois de Fernando Varela ter anunciado a sua retirada da Seleção, agora é a vez do extremo de 31 anos.

Cabo Verde vence prémio Internacional Mélina Mercouri da UNESCO

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O anúncio foi feito pelo Ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente

Cabo Verde venceu mais um prémio Internacional. Trata-se do Mélia Mercouri da UNESCO, para a Salvaguarda e Gestão de Paisagens Culturais, conforme avançou o Ministro Abraão Vicente, na sua página da rede social Facebook.

“Tenho a honra e o privilégio de anunciar que Cabo Verde ganhou o Prémio Internacional Mélina Mercouri da UNESCO, para Salvaguarda e Gestão de Paisagens Culturais, edição 2019”, escreveu o tutelar da pasta da Cultura e das Indústrias Criativas.

De acordo com o governante, a candidatura ao prémio “atendeu a todo o valor cultural, natural, inter-relações entre os elementos do meio físico natural com a engenhosidade do homem que forjou a paisagem peculiar e à necessidade de implementar medidas que possam mitigar os efeitos exógenos e endógenos que perigam a sustentabilidade do Parque Natural da Cova e Ribeira da Torre”, na ilha de Santo Antão.

Este é mais um prémio que vem juntar a outros dois, vencidos este ano, no mês de setembro, prémio Educação Sustentável e o Cidade Saudável.

Shoddy Lopes anuncia chegada do primeiro álbum

Ainda sem data marcada, o artista, que já tem “praticamente todo repertório feito”, vai lançando singles até a data do lançamento do disco

O rapper Santacruzense, Shoddy Lopes, em conversa com OPAÍS.cv, garantiu que está a trabalhar no seu primeiro álbum. Ainda sem data marcada, o artista vem lançando singles por forma a manter os fãs por dentro do que o seu trabalho reserva.

Na semana passada, Shoddy Lopes lançou “Viaja Ku mi”, uma música que, segundo avançou foi produzido há mais de um ano, mas veio agora a ser retificado em parceria com Yuru, que já tinha participado no EP do artista.

Conforme realçou o nosso interlocutor, “Viaja ku mi” vai ter continuação e estará patente no seu álbum de estreia.

O artista afeto à firma Penedon de Santa Cruz, que também representa Thairo Costa, diz-se feliz por essa parceria, sublinhando estar a apreender muito.

“Viaja ku mi” já se encontra nas plataformas digitais, e no Youtube, e já conta com mais de 22 mil visualizações.

Cabo Verde concede empate em casa ante Moçambique

Um golo já nos descontos deitou por terra os três pontos da Seleção Nacional

A Seleção Nacional concedeu um empate de duas bolas ante a sua congénere de Moçambique num jogo muito bem disputado.

Moçambique dominou por completo a primeira parte, mas foi Cabo Verde quem marcou primeiro, por intermédio de Garry Rodrigues, que ao minuto 5 rematou a contar para as cores nacionais.

Moçambique viria a empatar ao minuto 17, com um grande golo de Ernesto.

O segundo tempo começou como da primeira parte com um grande golo de levantar o estádio de Ryan Mendes, depois de um bom cruzamento de Stopiras, no minuto 57.

Quando todos já pensavam numa vitória caseira de Cabo Verde, eis que no minuto 90+1, Moçambique faz o empate, com um golo de Quembo.

Moçambique soma assim 4 pontos, e iguala a Camarões no topo da tabela do Grupo F, enquanto Cabo Verde tem 2 pontos e Ruanda que ainda não pontuou está na cauda da tabela classificativa.

Já há 11 para jogo com Moçambique

Seleção Nacional joga, esta tarde, com a sua congénere de Moçambique, a pensar na vitória

Partida começa às 15 horas, e pontua para a segunda jornada do grupo F de qualificação para CAN 2021.

Vozinha, Ponk, Diney, Tiago Almeida, Stopira, Jeffry Fortes, Jamiro Monteiro, Garry Rodrigues, Djaniny, Ryan Mendes e Zé Luís são os escolhidos de Rui Águas, para esta segunda partida, após empate fora de portas com Camarões.

Cabo Verde precisa vencer o confronto desta segunda-feira ou na pior das hipóteses fazer um empate, para poder estar dentro da corrida para a CAN.

No Grupo dos Tubarões Azuis somente uma vaga está disponível, já que Camarões está automaticamente qualificada. Uma vitória de Cabo Verde sobre o Moçambique colocaria a Seleção Nacional no primeiro lugar com 4 pontos, ao lado dos Camarões.

MpD diz que desvios do Fundo do Ambiente davam para comprar dois TAC´s

SG do MpD adianta que a intransparência na gestão da coisa pública “é algo que é caraterístico do PAICV”. É a primeira reação oficial do Partido à decisão do TC sobre a gestão do Fundo do Ambiente, no tempo do PAICV

O MpD, através do seu Secretário Geral, Miguel Monteiro, disse esta segunda-feira, 18, que, afinal, as dúvidas levantadas pelo seu Partido sobre a gestão do Fundo do Ambiente “tinham razão de ser”.

Na primeira reação à decisão do Tribunal de Contas em não homologar as contas do Fundo do Ambiente, referente aos anos de 2012, 2013 e 2014, por existir “muitas ilegalidades/irregularidades”, Miguel Monteiro observou que os cerca de 500 mil contos que o TC pede devolução ao Estado, dava para um conjunto de realizações, nomeadamente, para adquirir dois equipamentos TAC’s, para os hospitais centrais da Praia e Mindelo,

A decisão do TC, diz Monteiro, só veio confirmar aquilo que o MpD vem dizendo, desde o tempo em que o PAICV ainda era governo nacional.

Confirmado o desfalque, de cerca de 500 mil contos, o TC mandou que esse valor seja reposto pelo antigo Ministro Antero Veiga, que tutelou as pastas do Ambiente, Ordenamento do Território e Habitação, o então Diretor Geral do Ambiente, Moisés Borges, atual Deputado do PAICV por Santiago Norte, e ainda dois diretores gerais de planeamento e gestão que há data dos desvios estavam vinculados ao Ministério do Ambiente.

Face a isso, o dirigente do MpD avança que a intransparência na gestão da coisa pública “é algo que é caraterístico do PAICV”, e referiu-se a outras gestões nebulosas em instituições nacionais como IFH, TACV e Novo Banco, o que é “exatamente ao contrário” do que a atual governação está a fazer, em que os valores do Fundo do Ambiente são publicitados no Boletim Oficial.

Miguel Monteiro observa que o valor desviado pela gestão do PAICV daria ainda para resolver vários outros problemas do País, nomeadamente, a nível da educação-formação, habitação e saúde.

Esse valor, precisou, “dava para pagar um ano de bolsa de estudo, dava para arranjar 1.700 tetos de casas, dava para mil famílias terem acesso ao Rendimento Social, e dava para comprar dois TAC´s para os hospitais Batista de Sousa e Agostinho Neto”.

Com RCV

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