Fidel de Pina contra José Sanches

Presidente da JPAI esteve nos Estados Unidos, também em campanha pela sua líder e cerrou fileiras contra o candidato da mudança

Fidel de Pina, Presidente da JPAI, está em campanha pela Presidente JHA por terras Norte-americanas. Desde agosto, que o “subordinado” de Janira desenvolve agenda por aquelas terras. Entretanto, a “surpresa” desta visita terá ocorrido num encontro com militantes em Brockton, em que Fidel terá feito uma afirmação pouco abonatória sobre o “pai” da Nacionalidade.

Após a apresentação dos motivos da visita aos militantes nos Estados Unidos da América, num encontro com militantes, o Presidente da JPAI foi confrontado com o que pensa de uma possível vitória de José Sanches, nestas disputas internas.

A resposta foi no mínimo inusitada e surpreendente: “Nem si Cabral labanta di cóba, (José Sanches) ca ta ganha Janira”.

A afirmação deixou atónitos os presentes na reunião. Posteriormente, muitos foram aqueles que criticaram a postura de Fidel de Pina, em relação a Amílcar Cabral.

Estas afirmações vêm provar o mal-estar já instalado na ala “Janirista” após o lançamento da candidatura de José Sanches, e nas redes sociais vários apoiantes de JHA apressam-se em desqualificar aquela candidatura, questionando a sua legitimidade e deitando mão a todo o tipo de expediente para justificar a inoportunidade de uma candidatura composta essencialmente por militantes que não se revêm na atual liderança.

Ministério Público: Estranha dualidade de critérios

O País assistiu em 2014/15 ao desfilar de um cortejo de denúncias públicas, em catadupas, de escândalos e mais escândalos financeiros que envolviam figuras públicas de proa do panorama político cabo-verdiano, tendo como palco não só o Parlamento, mas também a sociedade civil, através de redes sociais, jornais, rádios e televisão da época. A celeuma à volta desses escândalos atingia, de forma inequívoca, membros do governo, deputados, autarcas e figuras políticas ligadas ao sistema PAICV.

Foram várias as denúncias de escândalo financeiro, desde 2014, que foram apresentadas ao Ministério Público pelo atual governo, pelo presidente da Associação de Municípios de Cabo Verde e por cidadãos singulares envolvendo membros do governo anterior, deputados e autarcas.

A sociedade cabo-verdiana ficou expectante, desde essa época, que o Ministério Público, perante essas denúncias escandalosas, agisse com prontidão, eficácia e justiça no sentido de apurar a verdade dos factos, identificar os culpados e agisse no sentido de punir os infractores, nos termos da lei em vigor no País. Até este momento a espectativa do público não foi satisfeita e não se viu nem fumo e nem fumarola que indicie alguma diligência judicial nesse sentido.

Os escândalos envolvem figuras que foram denunciadas em uso abusivo de desvios de dinheiro público para enriquecimento ilícito através de Fundo do Ambiente, Fundo do Turismo, da Imobiliária IFH, da TACV, do Novo Banco, do Anel Rodoviário do Fogo, das ajudas para a Chã das Caldeiras, etc, cujos protagonistas desses actos ilícitos denunciados, até este momento, nunca foram perseguidos pela justiça cabo-verdiana, volvidos todos esses anos, de tal forma que paira sobre Cabo Verde a sensação de que a justiça, nesta paragem, não funciona para os crimes de colarinho branco. Todos esperavam que, por esta altura, o Ministério Público já tivesse agido e as responsabilidades já teriam sido assacadas aos verdadeiros culpados. Infelizmente, nada transpirou, até ainda, para a sociedade, relativamente a esses casos escandalosos que tanto ecoaram nos anos de 2014/15.

É estranho pois que os processos relativos a esses escândalos denunciados junto do Ministério Público e que se encontram a mofar nas prateleiras judiciais são protelados, hoje, a favor de reabertura de processos que foram mandados arquivar por Procuradores, por falta de provas, com o objectivo, clara e selectivamente, de perseguir certos cidadãos, neste caso concreto o cidadão Arnaldo Silva, figura conhecida pela sua militância à causa da liberdade e democracia nos anos de 1990 e que muito contribuiu para a queda do regime de partido único em Cabo Verde, tendo depois assumido vários cargos no governo da IIª República e sido Bastonário da Ordem dos Advogados de Cabo Verde numas eleições disputadas.

Queremos sim, que a justiça funcione e bem, mas sem olhos para ver, como na gíria popular: uma “justiça cega”, que não olha para os “olhos azuis”, que não tem dualidade de critérios e que actua com objectividade e justiça.

Os fundamentos que motivaram o Ministério Público a agir contra o cidadão Arnaldo Silva baseiam-se em compra e venda de terrenos nos sítios de Palmarejo, Monte Vermelho e outros, cujos processos se encontravam arquivados, passando tangencialmente, ao lado de outros processos encontrados no Ministério Público, há muitos anos, de compra e venda ilícitas de terrenos no Fogo, em Santiago, no Sal e Boa Vista, de natureza criminosa que envolvem membros do governo da Iª República, combatentes da Liberdade da Pátria, figuras proeminentes do sistema PAICV, os “bezerros de oiro” intocáveis e que, por esta razão, esses mesmos processos não atam e nem desatam e os denunciados movimentam-se dentro e fora de Cabo Verde, com total liberdade e nunca foram perseguidos pela justiça cabo-verdiana.

Temos os exemplos flagrantes e cujas denúncias foram feitas, publicamente, de terrenos da Murdeira, na ilha do Sal, divididos e distribuídos a “camaradas”. Para disfarçar, reservaram um quinhão para a Tecnicil. A distribuição foi feita em segredo, sem anúncio público, sem concurso, sem classificação de áreas como ZDTI, e só depois de distribuída se publicou a Lei. A própria ministra Cristina Duarte, perante essas partilhas fraudulentas de terrenos entre os “camaradas” fez uma carta aberta que veio nos jornais e este PGR nada fez, até hoje. A situação é gravíssima, pois permitiram a “beneficiados” registar os terrenos públicos em nome das suas empresas, sem pagarem os ditos terrenos aos seus donos.

E os terrenos da área classificada como ambientalmente protegida na praia de Santa Maria, vendidos a um conhecido empresário da nossa praça, sem serem desclassificados, para permitir aquisição transparente. Isso deu uma denúncia do grupo RIU, em conferência de imprensa realizada em Portugal e uma queixa internacional contra o Estado de Cabo Verde pelo próprio grupo RIU, com fundamento em agressão ambiental. O processo não avançou porque esse mesmo empresário vendeu o terreno ao Grupo RIU, agindo como especulador. O Grupo RIU teve que comprar para não ver os seus hotéis, construídos no pressuposto de que a área era livre de construção, a ficarem com a vista para o mar tapada.

Enfim, os casos mafiosos de aquisição e vendas de terreno entre os “camaradas” em Cabo Verde são antigos, do conhecimento público e do próprio Ministério Público sem que este tivesse agido no sentido de impor a legalidade e o primado da lei.

São essas dualidades de critérios no combate à fraude e corrupção em que uns são, claramente, protegidos e outros são perseguidos que mancham e desacreditam a nossa justiça perante o povo.

Bispo de Santiago diz que PRRA é patriótico

Dom Arlindo Furtado observa que reabilitação da Igreja de Nossa Senhora da Luz, no Maio, é um marco significativo de um processo histórico

O Bispo da Diocese de Santiago, Cardeal da Igreja, disse no passado sábado, 7, no Porto Inglês, que a reabilitação da Igreja de Nossa Senhora da Luz, na ilha do Maio, é um marco significativo de todo um processo histórico de restruturação daquele património.

Ao intervir no ato da consignação da obra de reabilitação da Igreja de Nossa Senhora da Luz, o Prelado sublinhou tratar-se de um projeto que há muito tempo se encontra nos corações dos Maienses. O lançamento da obra de reabilitação, pontuou Dom Arlindo, é o concretizar de um desejo há muito esperado.

O Cardeal lembrou que o projeto levou “muito tempo”, incluindo estudos e um envolvimento “muito grande” da Paróquia, dos fiéis e dos Munícipes, pois como diz foi preciso “muito diálogo” para poder manter a originalidade da Igreja.

Quatro meses é o prazo fixado para a reabilitação, entretanto, o Bispo mostra alguma reserva neste aspeto, mas se isto acontecer é sinal de que “claramente Cabo Verde está a mudar”.

O PRAA, criado pelo Ministério das Infraestruturas, liderado pela Ministra Eunice Silva, também presente no ato, em representação do Governo, mereceu igualmente elogios do Cardeal, que o classifica como sendo patriótico.

“É um programa não só de alcance físico, mas tem uma dimensão psicológico, social e patriótico muito grande”, comentou o líder Católico.

“Em boa hora (o Governo) se abriu” em valorizar não só o património religioso, mas “todos os conjuntos do PRAA e outros complementares, que vem criar maior qualidade de vida e maior estímulo e ambição e sobretudo na dignidade das pessoas”, realçou o Bispo.

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Igreja Nossa Senhora da Luz, no Maio, entra em obras

MAA apresenta projeto de água e saneamento na ilha de Santo Antão

Orçado em 12 milhões de dólares, o projeto engloba os três Municípios da ilha

O Governo, através do Ministério da Agricultura e Ambiente, apresentou ontem em Santo Antão, um projeto de água e saneamento, orçado em 12 milhões de dólares, e que engloba os três Municípios da ilha e com duração de três anos.

O Ministro Gilberto Silva, que presidiu o ato, na presença de Autarcas da ilha sublinhou tratar-se de um projeto estruturante que vai resolver os problemas de Santo Antão, no domínio do saneamento e da água, em que vai se projetar os Municípios para os serviços muito mais sustentáveis e contribuir para melhoria de qualidade ambiental e de vida dos utentes.

“Trata-se de uma primeira fase, que engloba os três Municípios, onde o de Porto Novo terá uma fatia maior deste orçamento, tendo em conta que os investimentos na parte do saneamento são mais custosos” realçou.

Aníbal Fonseca, Presidente da Câmara do Porto Novo, enumerou os pontos essenciais que o projeto abarca no seu Município, relativamente ao alargamento e construção da nova rede de esgoto, ligação domiciliária das pessoas à rede, entre outros ganhos.

De referir que o projeto é co-financiado pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África e pelo Governo de Cabo Verde.

Trump demite Conselheiro de Segurança

Na origem da decisão, desentendimentos políticos entre o Presidente e seu Conselheiro

John Bolton era a terceira pessoa a desempenhar o cargo na Casa Branca, desde que Trump assumiu funções de Presidente.

A informação da despedida do Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos é confirmada pelo próprio Donald Trump, que garante ter informado a John Bolton, na última noite, de que os seus serviços “já não eram necessários” na Casa Branca.

“Discordo fortemente de muitas das suas sugestões, o mesmo se aplica a outros elementos da Administração”, explicou o Presidente na rede social Twitter.

Também através do Twitter, Donald Trump anunciou que na próxima semana, nomeará um novo conselheiro de segurança nacional.

Bolton esteve em funções desde março de 2018, sendo, entretanto, o terceiro nome a desempenhar aquele cargo na Casa Branca, desde que Trump é Presidente.

A imprensa Norte-americana aponta que uma das razões por detrás do afastamento de Bolton terá sido o fato de ele se opor, veementemente, à ideia de trazer os taliban para a mesa das negociações em Camp David, nos Estados Unidos, para discutir um acordo de Paz que permita aos Americanos sair do Afeganistão.

Com Agências

MpD saúda novo regime de desembaraço aduaneiro simplificado

Miguel Monteiro sublinhou ainda que este “novo procedimento” irá permitir cumprir o prazo de um dia para desalfandegar as mercadorias

O MpD enalteceu esta terça-feira, 10, o novo regime de pequenas encomendas adotado pelo Governo da República e que fixa tabela única para o desembaraço aduaneiro simplificado, para as encomendas que chegam ao País, provenientes de familiares na emigração.

Em declarações aos Jornalistas na Cidade da Praia, o Secretário Geral do Partido no Governo, explicou que esta medida enquadra-se na política de “melhorias” que o Governo do MpD tem em curso, seja para a nossa Diáspora, seja para os nacionais.

Miguel Monteiro fez as contas e concluiu que estamos perante uma situação que trará “transparência e justiça”, uma vez que fixa valor único a pagar, deixando de depender de quem avalia a encomenda.

“É pago o mesmo valor em todo o território nacional”, sublinhou Miguel Monteiro. Entretanto, o SG do MpD lembrou que quando o valor da mercadoria está entre zero escudos e 10.000$00, ela “está em franquia” e como tal “não pagará nada”.

“Quando o valor da mercadoria está entre o intervalo de 10.000$00 a 100.000$00, a mesma pagará uma taxa única de 4.000$00 no caso dos géneros alimentícios, ou de 5.500$00 no caso de artigos usados. No regime anterior, a partir de 15.100$00, pagava logo uma taxa de 30%, o que representava um valor de 4.530$00, ou seja já superior ao valor de taxa única de 4.000$00 do novo regime. Mas se o valor fosse, por exemplo, de 60.000$00, pagava 18.000$00, enquanto agora irá pagar os mesmos 4.000$00 ou 5.500$00. Basta que o valor seja inferior a 100.000$00 o valor será sempre o mesmo de 4.000$00 ou 5.500$00”, elucidou.

O dirigente político saudou a instalação de equipamentos scanners em todo o território nacional, medida que no seu entender irá introduzir “maior segurança e celeridade”, mantendo a “dignidade” de quem recebe as mercadorias, não as expondo, pois, segundo notou, a inspeção manual “passará a ser exceção e não regra”.

Miguel Monteiro sublinhou ainda que este “novo procedimento” irá permitir cumprir o prazo de um dia para desalfandegar as mercadorias, para além, naturalmente, de “aumentar a segurança”, com um controlo mais efetivo de substâncias ilícitas e perigosas.

O decreto-lei vai ainda ser alvo de regulamentação, através de portaria, dando instruções “mais detalhadas”, sobre como todo o processo deve acontecer, frisou o SG do MpD.

Jornalistas recebem formação em comunicação inclusiva

Formação decorre na Cidade da Praia e resulta de uma parceria entre a Humanité & Inclusion, e a AJOC

A formação que arrancou hoje, terça-feira, 10, de acordo com a representante da Humanité & Inclusion, Adélcia Almeida, tem por objetivo fortalecer o conhecimento dos Jornalistas e profissionais da mídia, sobre temas relacionados à deficiência e inclusão social, visando o tratamento adequado da informação sobre temas relacionadas com pessoas com deficiência em particular, e populações vulneráveis em geral.

Adianta ainda, Almeida, que a formação, de dois dias, reforça a capacidade técnica dos profissionais da Comunicação Social em matéria da deficiência, das terminologias apropriadas e das técnicas de comunicação inclusiva como também a acessibilidade.

De referir que a formação conta com a presença de vários Jornalistas de diferentes órgãos que operam no País.

A abertura contou com a presença do Presidente da FCAD, António Pedro de Melo, do vice Presidente da AJOC, Geremias Furtado, e da representante da Humanite e Inclusion.

Abertas candidaturas para Jovens Embaixadores Africanos pela Paz

O programa destina-se a jovens Africanos com compromisso demonstrado e contribuição significativa para a promoção da Paz e segurança sustentáveis

A Comissão da União Africana, através do Programa Africano Jovens pela Paz, AYAP, do Departamento de Paz e Segurança, pretende nomear um Embaixador Africano Jovem pela Paz, por cada uma das cinco regiões de África.

Esta iniciativa está em conformidade com a decisão do Conselho de Paz e Segurança, CPS, expressa através do comunicado emanado da 807.ª reunião, decorrida em 8 de novembro de 2018, sobre os Jovens, Paz e Segurança.

Refira-se que o Conselho solicitou à Comissão da UA para que nomeasse o AYAP para trabalhar com a enviada da UA para a Juventude na defesa e promoção da Paz e segurança em todo Continente.

De modo específico, o AYAP irá promover a atualização das cinco áreas prioritárias do Quadro Continental sobre os Jovens, Paz e Segurança, que são orientadas pelo Artigo 17.º da Carta da UA sobre a Juventude 2006 e pela resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 2015.

UCS quer Conselheiros para “influenciar e para intermediar” na relação com os jovens

Chefe do Governo explicou no Mindelo o modelo que se quer, sem amarras políticas e partidárias

Ter o Conselho Consultivo da Juventude junto do Primeiro-Ministro é “algo inovador” em Cabo Verde, precisou o Chefe do Governo, que ontem em São Vicente apresentou este novo organismo à Sociedade civil da ilha.

Ulisses Correia e Silva explicou que os vinte membros do Conselho serão “de fato, conselheiros” do PM, num conjunto de matérias, nomeadamente, nas questões de emprego, educação, empreendedorismo, valores da família e da vida em Sociedade, habitação, tecnologias e em todas as matérias relevantes ao País e que dizem respeito à juventude.

Conselheiros, adicionou UCS, para “influenciar e para intermediar” na relação com os jovens, seja nas ilhas seja na nossa imensa Diáspora.

A partir do Mindelo, UCS aproveitou para esclarecer o modelo de Conselheiros que se quer, longe das amarras políticas e partidárias, até porque conforme sublinhou, as juventudes e associações partidárias já estão organizadas e têm meios de influenciação.

“Queremos criar um outro instrumento, onde a preocupação seja, de fato, a juventude”, precisou o Chefe do Governo.

O Conselho terá 20 membros, deverá haver o princípio de igualdade de género, representantes de todas as ilhas e Diáspora Cabo-verdiana.

Carla Mendes corre por Cabo Verde no Mundial de Atletismo

Única atleta Cabo-verdiana no Mundial de Qatar, afirmou estar diante de um dos maiores desafios da sua vida

A atleta Cabo-verdiana, Carla Mendes, será a única representante do nosso País no Mundial de Atletismo, a ter lugar de 27 de setembro a 6 de outubro, em Doha, no Qatar.

A recordista nacional absoluta dos 800 e 1.500 metros, afirmou estar diante de um dos maiores desafios da sua vida, daí querer dignificar a Bandeira de Cabo Verde.

Carla Mendes que reside em Portugal desde tenra idade, deixou claro, de acordo com a Federação Internacional de Atletismo, que não vai representar nenhum outro País a não ser Cabo Verde.