GAMBOA 2018: Foi uma noite em grande

Ninguém mais se lembrou do atraso de cerca de uma hora registado no início, muito por culpa da boa qualidade da generalidade dos artistas que atuaram nesta noite

5H35, estamos a concluir esta segunda noite de cobertura do festival de música da Gamboa, ao ritmo de sons mais suaves que nos chegam diretamente de Angola, na voz de Landrick a quem coube a responsabilidade de encerrar o palco.

Foi uma noite/madrugada fantástica em que a música foi nota dominante, mas sem se esquecer o civismo e a segurança que também estiveram muito presentes neste festival.
Da nossa parte não seria difícil eleger o melhor da noite, mas essa tarefa passámo-la ao público que não hesitou em afirmar que Richie Campbell foi o “senhor da noite”. Cordas do Sol também mereceu boa cotação, assim como os demais que atuaram neste segundo dia. Landrick que esteve a encerrar o festival ainda apanhou um banho de multidão que não lhe queria deixar se despedir.

Naturalmente que há o fator hora em que cada artista e grupo atua. A enchente no areal terá sido mesmo durante a atuação de Richie Campbell. No virar do dia, Cordas do Sol estava em palco com boa performance do público.

Segurança

O trabalho desenvolvido pela Polícia Nacional surtiu efeito. Nota muito positiva neste capítulo e há a destacar a boa colaboração do público o que em grande medida contribuiu para o sucesso do trabalho dos efetivos.

Em meio a tanta gente haverá sempre alguns casos mas nada que ponha em causa a imagem do festival e da Cidade.

Segundo se apurou alguns desacatos foram registados mas os identificados estavam todos sobre o efeito do álcool.

Está oficialmente encerrado esta segunda noite do Gamboa que agora cede lugar ao Gamboinha, que vai decorrer no largo da Electra, a partir das 15 horas, e depois das 19 entra em cena o Gamboa Jovem que se prolonga até a meia-noite.

A equipa toda de OPAÍS que esteve no festival agradece-lhe a preferência nesta nossa primeira cobertura a um festival nacional. Gostamos de ter estado consigo. Boa madrugada/dia, agora é hora de repouso.

 

JÁ VAI ACABAR: Landrick em palco

São os acordes finais e são ritmos que nos chegam de Angola. O Gamboa está a caminhar para o fim

“Me agarra só hum” é um dos seus sucessos. Em 2015 Landrick edita o seu primeiro álbum de originais intitulado “Mr. Confuso”, disco que lhe valeu os prémios de revelação no Top dos Mais Queridos, da Rádio Nacional de Angola, Top Rádio Luanda (RL), assim como o prémio de melhor músico no concurso Moda Luanda, vencendo a categoria de melhor colaboração.

Nascido em novembro de 1989, Landrick começou na música na Igreja Adventista mas tem em artistas como Yuri da Cunha, Matias Damásio e Anselmo Halph as suas principais referências.

É a primeira vez que vem a Cabo Verde e confessou que “há muito” esperava por este momento de atuar no País. “Estou muito feliz” de aqui atuar, confirmou.

No Gamboa está a ser acompanhado por uma banda nacional. Depois da sua atuação o Gamboa chega ao fim.

À tarde seguem Gamboinha, a partir das 15 horas e Gamboa Jovem depois das 19 horas.

 

 

RICHIE CAMPBELL: Foi melhor do que esperava

Jovem artista português confessou que não esperava essa calorosa receção na Cidade da Praia mas “era o que queria” até porque “é para isso que trabalhamos”

Categórico e sem modéstias. Richie Campbell confessou-se maravilhado com a receção que teve esta madrugada no festival da Gamboa. Disse mesmo que “não estava à espera desta receção” mas ao mesmo tempo observou que “é para isso que trabalhamos”.

Richie Campbell foi fortemente ovacionado e deu conta que afinal é muito mais conhecido por estas bandas do que se pensava.

Aos Jornalistas revelou o desejo de voltar aos palcos de Cabo Verde. “Chamem que voltaremos”, disse, reiterando “quero voltar”.

Foi a penúltima atuação da noite e aquela que até o momento levou o público, verdadeiramente, ao delírio.

Richie Campbell que já tinha esgotado uma hora de palco, despediu-se mas teve que voltar para atender os pedidos do público. E interpretou mais 3 temas.

“Muito obrigado do fundo do coração a todos”, agradeceu em pleno palco ao mesmo tempo que enviava abraços aos grupos que lhe antecedeu.

Foi um espetáculo memorável e o artista conseguiu conquistar o público que não cansou de aplaudi-lo. Notou-se mesmo empatia entre o público e o artista que pela primeira vez atua num festival em Cabo Verde.

Richie deu conta que a sua banda tem 3 Cabo-verdianos, também por isso gosta de estar no nosso País.

Afinal o artista português tem muitos mais fãs por estas bandas. Há uma jovem que quando soube que o Richie Campbell vinha ao Gamboa comprou passagem e viajou do Sal para Praia apenas para assistir a sua atuação, confirmou.

 

ANTÓNIO LOPES DA SILVA: Gamboa “está a corresponder à expetativa”

Autarca reconhece ter este Gamboa um “bom cartaz” e que o público que aderiu a estas duas noites do festival mostra estar “contente” o que é “muito bom”

O Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Praia avaliou a meio da noite como boa esta edição do festival de música da Gamboa. António Lopes da Silva notou mesmo ser este “um dos melhores festivais” que a Cidade da Praia já teve nos últimos anos.

“Temos um bom cartaz”, reconheceu para de seguida observar que o público que aderiu a estas duas noites do festival mostra estar “contente” o que é “muito bom”.

“Está a corresponder à expetativa”, avaliou de seguida.

O Vereador lembrou que o acesso a este festival é gratuito precisamente por ser 160 anos da Cidade. Avisou, no entanto, que no próximo ano o festival vai retomar o modelo anterior de pagamento.

Quanto à organização do festival, António Lopes da Silva admitiu a possibilidade de passar para privados mas desde que garanta “a mesma qualidade”.

 

ARLINDO ÉVORA: Atuação “excelente” do Cordas do Sol

Grupo teve dois duetos: com Diva Barros e Raíz di Polon e vibrou o público na transição da noite para a madrugada do novo dia

Líder do grupo revelou-se maravilhado com a atuação desta noite-madrugada no palco do festival. Arlindo Évora diz mesmo que foi uma atuação “excelente” de cerca de hora e 5 minutos, com o grupo a revisitar os muitos sucessos da sua trajetória.

O também vocalista do grupo classificou de “muito bom” essa revisitação dos clássicos dos Cordas do Sol que hoje promoveu dois duetos: um com Diva Barros com quem interpretou dois temas e outro com o grupo de dança Raíz di Polon que entretanto fechou a atuação do grupo.

A noite do Gamboa já caminha para a ponta final. Depois de Richie Campbell já só falta ouvir o angolano Landrick.

 

GAMBOA 2018: Richie Campbell no palco

É uma das presenças mais aguardadas neste festival, sobretudo pela juventude que aprecia os seus ritmos reggae

Já são 2h20 da madrugada e Richie Campbell sobe ao palco. É a primeira vez que vem ao Gamboa. Já tinha passado pela Cidade da Praia, no âmbito dos CVMA no ano passado e deixou boas recordações.

Richie Campbell sucede a Cordas do Sol que vibrou o público com outras sonaridades quentes e tradicionais. Espera-se um momento notável, na linha do que está a acontecer desde o início do festival.

Português de nacionalidade, Ricardo Dias de Lima Ventura da Costa – assim é seu nome oficial – é um cantor do estilo reggae, nasceu em 1986. O seu primeiro disco data de 2010 e intitula-se “My Path”.

Em 2017 lançou um disco de homenagem à sua cidade, Lisboa, mas pelo meio tem outros trabalhos como “Focused” e “in the 876”.

Já não falta muito para se concluir esta segunda noite. Logo mais há mais. Gamboa Jovem (a partir das 19 horas) e Gamboinha (a partir das 15 horas) para fechar em grande o fim-de-semana de festival.

 

GAMBOA 2018: Agora sim, Cordas do Sol

Grupo proveniente de Santo Antão chega com seus ritmos tradicionais. A Cidade da Praia acolhe expressiva comunidade Santantonense e é expetável que seja um “show em casa”

Agora sim, é a vez do Cordas do Sol. Afinal o grupo não abria a noite mas sobe agora ao palco para continuar a segunda noite. Já é domingo, pois o relógio marca 30 minutos depois da meia noite.

O grupo dispensa apresentações. Chega de Santo Antão para atuar neste festival.

Com um estilo próprio, Cordas do Sol tem vários discos na sua já longa carreira, coroada com grandes sucessos como “Linga d’ Sintanton”, por sinal o seu disco de estreia.

O grupo teve uma curta paragem mas regressou em força com um novo disco e não mais parou.

A sua atuação no Gamboa é também uma oportunidade para brindar o pessoal da região Norte do País, sobretudo de Santo Antão, que reside na Cidade da Praia e na ilha de Santiago.

Há, agora, muito mais público no areal. Há mesmo pessoas a se chegarem mais à frente para melhor assistir o show deste grupo comandado por Arlindo Évora.

 

DINO D` SANTIAGO: Show “muito especial”

Assim classificou a sua atuação na abertura da segunda noite do festival de música da Gamboa

Chegou de Portugal e convidou vários amigos para com ele atuar e cativou mesmo o público que vibrou com ele e com os seus convidados.

Dino interpretou 8 temas, seis deles vão constar do próximo disco que ainda este ano deve estar no mercado.

Dino fez dueto com Batucadeiras Tradison di Terra, com quem abriu o palco, com Mito Kaskas, Rapaz100juiz e com Bino Branco dos Ferro e Gaita.

O artista preferiu dispensar uma banda para atuar com DJ’s, uma forma de também mostrar que é possível fazer a música de forma diferente.

 

GAMBOA 2018: Meia-noite com muito mais gente

Já se pode falar num ambiente mais bem composto no areal. Há muitas pessoas a quererem entrar. Nos acessos muita gente mesmo

O recinto do festival da Gamboa caminha para uma enchente.

A esta hora já há muito mais público, sinal de que as pessoas aguardavam mesmo o início da música em palco para entrarem no recinto.

Junto às barracas há muito mais dinâmica agora. O show de Dino está a cativar o grande público.

Ele convidou vários amigos para com ele atuar. Na imagem Mito Kazkaz.

 

GAMBOA 2018: 1 hora depois temos música

Abre-se, agora, a cortina desta segunda noite do festival de música e Dino de Santiago e seus convidados é quem afinal abre o palco… depois do ligeiro atraso na abertura da 2.ª noite

Dino faz subir as Batucadeiras Tradison di Terra ao palco para, oficialmente, inaugurar esta segunda noite de música. Desconhece-se as razões deste atraso, o importante é que a música já começou mesmo.

Era para iniciar às 22 mas só agora, 23h04, é que começou.

Há ainda outros convidados que deverão atuar em dueto com Dino, nomeadamente, Mito, Rapaz100Juiz e Bino Branco (de Ferro e Gaita).

Batucadeiras Tradison di Terra

Entretanto, o artista não deu direito de transmissão do seu show a nenhum dos órgãos de Comunicação Social que transmitem, em direto, o festival.

Mito Kaskaz e Bino Branco em dueto com Dino

Segundo a nossa Equipa apurou, o artista sustenta que há músicas novas e que por isso ainda não permite suas difusões nem na rádio nem na televisão.

 

Antes, DJ Pensador esteve a animar o público com seus ritmos.