Afirmação é do Primeiro-Ministro quando presidia à cerimónia de inauguração do Parque Tecnológico da Praia orçado em 50 milhões de Dólares e financiado pelo Banco Africano de Investimento
Ulisses Correia e Silva inaugurou esta segunda-feira, na Cidade da Praia, o Parque Tecnológico de Cabo Verde, uma infraestrutura avaliada em 50 milhões de Dólares, financiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).
O espaço já acolhe 23 empresas, criou mais de 300 empregos qualificados e visa posicionar o país como um hub digital de referência.
“Nós ambicionamos este espaço como um espaço de mudança de atitude para que os jovens acreditem que é possível. Vocês têm de criar aqui um espírito de confiança, de acreditar. Quando muitos acham que é possível e querem procurar a vida lá fora, na imigração, tem aqui um exemplo de que é possível, podem, e se quiserem fazer tudo o que podem fazer lá fora, aqui dentro”, desafiou.
Para o Chefe do Executivo, o Parque Tecnológico é, igualmente, um espaço que coloca Cabo Verde em conexão com o mundo, empresas de referência, “startups” e empreendedores.
“Inauguramos este parque de tecnologias que já está funcionando. Tem 23 empresas instaladas, mais de 300 empregos qualificados criados, a exportar serviços para vários países do mundo, vários espaços de ‘co-working’ e com jovens em projetos de incubação. Já começou, vai crescer e vai se desenvolver”, salientou.
Ulisses Correia e Silva considerou, neste sentido, importante haver uma junção de esforços entre as grandes empresas de referência, com as que tem projetos nesta área e que contribuem para que a referida infra-estrutura tecnológica tenha um ambiente contagiante.
Anunciou ainda a criação de um centro de excelência em termos de competências e de um portal único digital do serviço do Estado, que integre, numa janela única, todos os serviços a serem prestados e prestados aos cidadãos e às empresas.
Cabo Verde está a tornar-se uma entrada digital para a África
Por seu turno, o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, felicitou Cabo Verde pela concretização do referido projeto desenhado para transformar o País numa Ilha cibernética, um “hub digital”, uma entrada digital para a África do Leste.

Conforme o líder do BAD, que foi condecorado durante a cerimónia de inauguração com medalha de mérito profissional pelo Primeiro-Ministro, pela sua “liderança visionária” e “contributo inestimável” do BAD no desenvolvimento económico e social do Arquipélago, o Parque Tecnológico é um “hub digital” importante para atrair negócios tecnológicos de todo o mundo.
“O Governo de Cabo Verde está fazendo os melhores investimentos para crescer sua infra-estrutura de conexão com cabos de fibra óptica, que fortalecerão e apoiarão o Parque Tecnológico em termos de conexão”, afirmou, reconhecendo o esforço do Governo na concretização deste grande investimento.
Uma visão transformada em soberania digital
O CEO do Parque Tecnológico de Cabo Verde, Carlos Monteiro, afirmou que o referido projeto representa a realização de uma visão, de uma estratégia e um instrumento nacional de soberania digital, capacitação, fixação de jovens quadros e de integração de Cabo Verde nas cadeias globais de valores baseados em conhecimento.

“O ‘TechPark’ acolhe e vai acolher empresas tecnológicas, ‘startups’, centros de investigação, espaços de formação, laboratórios, projetos inovadores com impacto direto na economia real do País. Queremos que seja um espaço vivo que promova ligações entre ciência e o mercado, entre a juventude e o futuro, entre o sector público e o sector privado”, declarou.
O polo do TechPark CV, na Cidade da Praia, ocupa uma área total de, aproximadamente, 15 hectares e o espaço está dividido em cinco componentes: Centro de Incubação, Data Center gerido pelo NOSi, Centro de Conferências, que inclui um auditório, Centro de Formação e ainda um Business Center.