Após o Tribunal Constitucional, TC, ter suspendido a deliberação do Conselho Nacional de Jurisdição e Fiscalização, CNJF, do PAICV que admitia a candidatura de Francisco Carvalho, o Autarca da Praia reagiu publicamente, a partir de São Vicente, esta tarde, garantindo estar “tranquilo” e “crente na justiça”
Carvalho classifica o momento como uma “digladiação entre camaradas”, referindo que esperava a resolução interna de quaisquer dúvidas sobre a sua capacidade eleitoral passiva.
Decisão do TC e polémica das quotas
A suspensão da candidatura de Francisco Carvalho faz parte do Acórdão do TC que, em resposta a um pedido de impugnação, determinou também o adiamento das eleições internas do PAICV, originalmente marcadas para amanhã, 30.
O militante que apresentou a impugnação alega a emissão irregular de uma declaração de regularização de quotas “por entidade incompetente e fora do prazo estatutário” – ponto que o candidato diz já ter sido “resolvido” internamente.
Críticas ao recurso externo
Carvalho lamenta o recurso a instâncias judiciais fora do Partido, sustentando que os problemas deveriam ser debatidos no “lugar próprio”.
O candidato considera que a disputa interna passou a ser feita “lavando roupa suja na rua” e defende que o PAICV deveria resolver divergências internamente, sem “ataques” que, em sua opinião, prejudicam a imagem do Partido.
Demais candidaturas e futuro do processo
Além de Francisco Carvalho, estão na corrida à liderança do PAICV Francisco Pereira, Deputado pelo círculo eleitoral da Europa e Resto do Mundo; o empresário Jorge Spencer Lima e Nuías Silva, Presidente da Câmara Municipal de São Filipe, na Ilha do Fogo. Todos deverão aguardar pelos desdobramentos do processo no Tribunal Constitucional, que estabeleceu a possibilidade de uma nova marcação das eleições assim que forem cumpridos os prazos e garantido o direito de contraditório.
Para já, o futuro do pleito interno do PAICV permanece indefinido, dado que será necessário decidir como e quando reorganizar o calendário, levando em conta as exigências legais impostas pelo TC, a fim de garantir que a disputa pela presidência do Partido decorra em clima de estabilidade e respeito às normas estatutárias.