Ministério da Saúde Espanhol afirmou que “o porto de escala mais adequado será decidido com base nos dados epidemiológicos recolhidos a bordo do navio durante a passagem por Cabo Verde”, acrescentando que nenhuma decisão será tomada até nova avaliação
O Governo de Espanha desmentiu esta terça-feira as informações avançadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre uma alegada autorização para o navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, atracar nas Ilhas Canárias.
Em comunicado divulgado na rede social X, o Ministério da Saúde Espanhol afirmou que “o porto de escala mais adequado será decidido com base nos dados epidemiológicos recolhidos a bordo do navio durante a passagem por Cabo Verde”, acrescentando que nenhuma decisão será tomada até nova avaliação.
Horas antes, a diretora interina do Departamento de Prevenção e Preparação para Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove, tinha indicado que o plano seria o navio seguir viagem para as Canárias, onde seria realizada uma investigação completa aos riscos sanitários.
Segundo a OMS, dois casos de hantavírus já foram confirmados e outros cinco permanecem sob suspeita. O surto provocou três mortes — um casal Holandês e um cidadão Alemão — enquanto um Britânico continua internado em cuidados intensivos na África do Sul.
Cerca de 150 pessoas continuam a bordo do cruzeiro Holandês, que partiu da Argentina no final de março. Como medida preventiva, os passageiros foram orientados a permanecer nas cabines sempre que possível.
A OMS admitiu ainda a possibilidade de transmissão entre pessoas, embora considere o risco baixo. A organização suspeita que a infeção tenha ocorrido fora do navio, tendo em conta o período de incubação do vírus, que pode variar entre uma e seis semanas.
As investigações epidemiológicas continuam em curso para determinar a origem do surto.

