[1] Um professor cabo-verdiano com licenciatura tem hoje um salário base superior à soma dos salários bases dos professores de Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé. Sozinho, um professor cabo-verdiano recebe mais do que os professores destes quatro países— creio que, pela infelicidade do Sr. Presidente da República e do PAICV.
[2] Este artigo podia muito bem começar pelo “baile” que o então Primeiro-Ministro José Maria Neves deu aos sindicatos durante 15 anos — uma verdadeira “Bom Pa Filme” político no estilo do nosso grande guru Heavy H, ao toque do verso “primeru ator e mi”. Mas não: vamos direto ao espetáculo mais grotesco dos últimos 50 anos — “o dedo nos olhos” que os próprios sindicatos enfiaram nos professores, para atrasar o processo e em cumplicidade com José Maria Neves, hoje “nosso” Presidente da República.
[3] É aqui que percebemos que, em Cabo Verde, os políticos conseguem ultrapassar as parolices dos MCs. Foi preciso mais do que talento de breakdance para transformar uma luta sindical numa autêntica comédia de enganos e enganação.
[4] Durante década e meia, os sindicatos foram embalados pelas promessas do então chefe do governo, que nunca chegaram a ver a luz do dia. E, quando finalmente surge a oportunidade de conquistar um aumento decente, eis que os prestigiados líderes sindicais pedem ao Presidente da República — precisamente o ex-Primeiro-Ministro que passou 15 anos “ta dá pa dodu” — que vete um aumento de mais de 15% nos salários dos licenciados.
[5] Vamos aceitar que foi por ingenuidade que os líderes sindicais pediram ao mesmo homem que lhes fechou a porta durante 15 anos que, agora, também fechasse a janela. E ele, claro, sorriu — afinal, quem disse que malabarismo político não pode evoluir para atender interesses pessoais ou de grupo?
[6] E como se não bastasse, ignoraram o pequeno detalhe de que, com a atualização de 78.678$ para 91.000$, o professor cabo-verdiano licenciado passou a ganhar mais do que todos os colegas angolanos, guineenses, moçambicanos e são-tomense, juntos. Uma espécie de “Liga dos Campeões” salarial, mas só para quem trabalha aqui nas ilhas.
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– O salário base de um professor angolano com licenciatura é de 238.392 Kwanza, aproximadamente 24.326$. Fonte: https://valoreconomico.co.ao/artigo/melhorar-a-educacao-em-angola-qualidade-vs-salarios?utm_source
– O salário base de um professor guineense é de 132.000 CFA, aproximadamente 22.190$. Fonte: https://conosaba.blogspot.com/2015/05/educacao-na-guine-bissau-professores.html?utm_source
– O salário base de um professor moçambicano é de 22.271 Meticais, aproximadamente 32.506$. Fonte: https://www.paylab.com/mz/salarios/educacao-ciencia-e-pesquisa?lang=pt&utm_source
– O salário base de um professor santomense é de 2.100 Dobras, aproximadamente 9500$. Fonte: https://observador.pt/2024/03/26/centenas-de-professores-sao-tomenses-manifestaram-se-para-exigir-melhores-salarios/



Não há como comparar! E ainda a nossa inflação é de longe melhor!
É essencial e urgente que o Ministério da Educação cria um SISTEMA SERIO, INDEPENDENTE DE AVALIAÇÃO de desempenho professores em Cabo Verde. Não é so revendicar o aumento salárial, a avaliação de um professor deveria considerar um conjunto mais abrangente de critérios:Competência Profissional: Há professores que, apesar de terem diplomas, demonstram incompetentes, deileixados e abusados em sala de aula, impactando negativamente a aprendizagem;Postura e Ética: a postura, o civismo e a educação são valores que um professor deve encarnar na sua vida diária, seja na rua, na sua comunidade ou na sua própria casa. A falta de um comportamento adequado compromete a credibilidade e a autoridade moral do educador, ha muitos professores (as) malandros, caloteiros, pedófilos, trapaceiros, mentirosos por aí. Responsabilidade e Prestação de Contas: Enquanto há uma grande disposição para manifestações por melhores salários, muitos professores falham nas suas responsabilidades fundamentais, e não são responsabilizados por isso. O pior é que em CV Além disso tudo, há sindicais que claramente estão mais ligadas a agendas políticas do que á postura, etica, qualidade, competencia dos professores. O MINISTÉRIO E OS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DEVEM URGENTEMENTE EXIGIR AVALIAÇÃO SERIA E INDEPENDENTE DOS PROFESSORES EM CV.
É essencial e urgente que o Ministério da Educação crie um SISTEMA SERIO, INDEPENDENTE DE AVALIAÇÃO de desempenho dos professores em Cabo Verde. Não é so revendicar o aumento salárial, a avaliação de um professor deveria considerar um conjunto mais abrangente de critérios:Competência Profissional: Há professores que, apesar de terem diplomas, demonstram incompetentes, deileixados e abusados em sala de aula, impactando negativamente a aprendizagem;Postura e Ética: a postura, o civismo e a educação são valores que um professor deve encarnar na sua vida diária, seja na rua, na sua comunidade ou na sua própria casa. A falta de um comportamento adequado compromete a credibilidade e a autoridade moral do educador, ha muitos professores (as) malandros, caloteiros, pedófilos, trapaceiros, mentirosos por aí. Responsabilidade e Prestação de Contas: Enquanto há uma grande disposição para manifestações por melhores salários, muitos professores falham nas suas responsabilidades fundamentais, e não são responsabilizados por isso. O pior é que em CV Além disso tudo, há sindicais que claramente estão mais ligadas a agendas políticas do que á postura, etica, qualidade, competencia dos professores. O MINISTÉRIO E OS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DEVEM URGENTEMENTE EXIGIR AVALIAÇÃO SERIA E INDEPENDENTE DOS PROFESSORES EM CV.
Comparaçao despropositada, com politiquices pelo meio…comparar Cabo Verde com paises que após a independencia investiram na luta pelo poder, golpes de estado, guerra civil…caos social… porque não comparar Cabo Verde com países de desenvolvimento médio alto ou países desenvolvidos, onde o professor é valorizado?
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