UE manda arquivar processo de investigação contra Ex- Embaixador José Pinto Teixeira

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Gabinete Anti-fraude da União Europeia mandou arquivar o processo de investigação contra ex- Embaixador em Cabo Verde, por não haverem quaisquer indícios de fraude ou outras irregularidades

O Gabinete anti-fraude da União Europeia – na sigla Francesa OLAF – concluiu as investigações relacionadas com um possível conflito de interesses e outras possíveis irregularidades envolvendo o anterior Embaixador da UE em Cabo Verde, José Manuel Pinto Teixeira. Com base nas conclusões dessas investigações, o OLAF mandou arquivar o processo por não haverem quaisquer indícios de fraude ou outras irregularidades afetando os interesses financeiros ou outros da União Europeia.

Conclui-se, assim, a polémica levantada em setembro de 2017, pela Embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Helena Paiva, que se insurgiu contra a construção de uma residência privada pelo ex- Embaixador da UE, alegando estar ameaçada a sua segurança e que a Embaixada tentava, há décadas, obter o mesmo terreno. Neste contexto, a então Eurodeputada Portuguesa, Ana Gomes, alegou, publicamente, a existência de conflito de interesses e proferiu outras graves acusações contra o então Embaixador da UE, e o envolvimento, a seu pedido, do OLAF.

Contudo, após um longo período de investigações, o gabinete anti-fraude da UE arquivou o processo por considerar não haverem fundamentos para as acusações da ex- Eurodeputada.

O Embaixador Pinto Teixeira aposentou-se do serviço diplomático da UE a 1 de setembro de 2017, após concluir o seu mandato em Cabo Verde, tendo decidido estabelecer residência no nosso País. Para o efeito, investiu na construção de raíz de uma moradia na Prainha, onde já se encontra instalado.

Este assunto não passou despercebido a nível político interno, com o PAICV a levar o assunto inclusivé para uma das sessões da Assembleia Municipal da Praia, e a apresentar uma queixa contra a Câmara Municipal da Praia, na Procuradoria.



1 COMENTÁRIO

  1. Todos sabiam que se tratava-se na altura de uma espécie de internacionalização e ramificação das quezílias dos lobbies PS versus PSD. Os radicais do PS usaram um pedaço de terra em Cabo Verde para se indisporem contra seus arquivais do PSDS. Coisas lusas de “Sr Joaquim” “Sr Manuel”, do “Sr Serafim” e da “D. Joana”

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