Estado calamitoso de saneamento na Cidade da Praia

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Mas que ironia!

O Presidente da Câmara Municipal da Praia, Sr. Francisco Carvalho esteve durante quatro anos e sete meses a insultar, caluniar e desrespeitar o Primeiro Ministro, Sr. Ulisses Correia e Silva. Não se coibiu de chamar nomes ao Primeiro Ministro em actos oficiais, nas reuniões da Assembleia Municipal da Praia e no espaço público mediático, como bandido, corrupto e democrata de papel. Uma autêntica diatribe contra Ulisses Correia e Silva, o Governo e o MpD.

Criou uma mentira repetida a outrance, ao extremo, de que o Governo bloqueia a CMP e se associativa a instituições como a Inspeção Geral de Finanças, Tribunal de Contas, Presidente da República para conspirarem com o Presidente e a CMP. Atacou tudo e todos dentro daquela máxima: todos que não concordam comigo são contra mim!

Moral da história:

O Primeiro Ministro, Sr. Ulisses Correia e Silva é chamado, devido à gravidade da situação de saneamento em que se encontra a Cidade da Praia e à incompetência política manifesta do Presidente da Câmara Municipal da Praia, a ser, uma vez mais, a SOLUÇÃO para evitar que a Cidade da Praia não venha a ter o surto do paludismo e, em consequência, perder o estatuto de país livre do paludismo atribuído pela OMS.

Sr. Francisco Carvalho a saúde e a vida dos praienses são superiores às suas ambições políticas de poder!

Passou todo o tempo a gozar, a brincar com uma coisa muito séria: a salubridade, a limpeza e a higiene da Cidade, noutros tempos a saúde a vida dos munícipes. Desrespeitou os munícipes, tratando-os como se fossem crianças e mentecaptos passando a ideia de que é normal conviver com o lixo e a imundície. Irresponsavelmente e despudoradamente considera que é normal os contentores ficarem abarrotados de lixo de tal forma que os mesmos se transformam em “ilhas” cercadas por lixo. Com todo o desplante afirma que o anormal seria se os contentores estivessem cheios de “alface e coca-cola”!

Está a brincar com uma coisa muito séria!

O Presidente da CMP vem agindo como que se ele fosse Estado dentro do Estado. Finge não entender que o Poder Local faz parte do Estado, gozando de autonomia, mas não deixa de ser uma administração pública subnacional. Transformou a Câmara Municipal Praia no seu reduto político, na sua base de apoio político pessoal e substituiu o PAICV na sua missão como oposição democrática, nos termos da Constituição da Lei. A CMP é, hoje, o Comité de Francisco Carvalho e instrumento político de oposição ao Governo e ao MpD.

Em resultado da sua obsessão pelo poder destila o ódio político contra o MpD. Não há uma intervenção pública em que o Presidente da CMP não fala do MpD. Ele sim, manteve-se no poder custe o que custar, e, hoje, é do conhecimento público o preço que os munícipes da Praia estão a pagar à custa do património municipal devido a elevadas dívidas que contraiu e favores que recebeu para realização de obras durante a campanha eleitoral.

Nesses 50 anos da Independência nunca um político cabo-verdiano esteve tão atolado em processos de corrupção, favorecimento e troca de favores. O Presidente da Câmara Municipal da Praia está provar o veneno que lançou contra Óscar Santos e Samilo Moreira. Nunca, em 34 do Poder Local Democrático, a Câmara Municipal da Praia esteve tão envolvida em processos judiciais como agora! Só um político que confunde o poder do Estado com o seu poder pessoal é capaz deste agir institucional que coloca todos aqueles que se relacionam com a CMP numa situação de total insegurança jurídica.

Em função da sua ambição política pessoal desmedida endividou o Município e, neste momento, a Câmara Municipal da Praia não tem a capacidade financeira para pagar os empreiteiros e demais fornecedores. Como se não bastasse, para alimentar a sua clientela política pessoal, não do PAICV, em quatro anos e sete meses quase que triplicou as despesas com pessoal, praticando salários que a administração central não pratica. O Município da Praia não consegue devolver os descontos do IUR às Finanças e os descontos dos trabalhadores ao INPS. A dívida é enorme e só um saneamento financeiro salvará o município do colapso financeiro. Não entra na conta os 220 mil contos que terá que devolver ao Clube Ténis da Praia. A forma acelerada com vem delapidando os terrenos, promovendo a concentração em pequeno número de pessoas e empresas para fins de especulação imobiliária, isto é, beneficiar os negócios de particulares à custa do bem público municipal. Contrariamente à cabala montada contra alguns cidadãos sobre os terrenos n

Este país é tão pequenino onde a cultura de sigilo não existe são os privilegiados os primeiros a dar com a língua nos dentes a baterem com as mãos no peito porque se sentem empoderados. Têm a consciência de que envolveram o Presidente numa teia donde só pode sair de duas maneiras: pagar com dinheiro ou pagar com terrenos abaixo do preço do mercado!

Prometeu há quatro anos e sete meses dotar a cidade da Praia de um plano de saneamento superior e o resultado é o que estamos a ver todos os dias: desnorte, incompetência política e a Cidade está cada vez mais suja e fedorenta. Hoje, centro da cidade de Dakar está mais limpo e mais cuidado que a Cidade da Praia. Um retrocesso que pode impactar todo o país se o Governo não intervir para impedir o alastramento do paludismo na Cidade da Praia.

O Presidente da Câmara Municipal da Praia tem de ser responsabilizado politicamente pelo descaso com que vem tratando a saúde pública na Cidade da Praia e, no plano pessoal, pode ser responsabilizado criminalmente se vier a ocorrer óbitos, comprovadamente, decorrentes do estado calamitoso em que a Praia se encontra em matéria de limpeza e higiene urbana.