31 de agosto não pode cair no esquecimento

2

Alerta é do Presidente do Grupo Parlamentar do MpD, por ocasião dos 43 anos dos tristes acontecimentos ocorridos na Ilha de Santo Antão

Paulo Veiga assinalou esta manhã, a passagem dos 43 anos dos protestos registados sobretudo em Santo Antão, contra o projeto de lei da Reforma Agrária, durante o regime de partido único.

Com uma publicação nas redes sociais, o Deputado da Nação, lembrou que o 31 de agosto de 1981 “é uma data marcante” na história de Cabo Verde que na sua perspetiva “não podemos deixar cair no esquecimento”.

“Nesse dia, ocorreram protestos significativos contra o projeto de lei de bases da Reforma Agrária”, recordou Veiga, na sua publicação.

“Os manifestantes, muitos deles agricultores, estavam insatisfeitos com as políticas do governo e a falta de liberdade”, recordou o Parlamentar, observando que a repressão promovida pelo regime de então, liderado por Pedro Pires, João Pereira Silva, Júlio de Carvalho, de entre outros, “foi severa, com torturas, prisões de vários cidadãos que se opunham” ao então regime.

“Esse evento não pode ser esquecido, pois foram períodos de grande sofrimento, mas também de resistência e luta pela justiça e liberdade em Cabo Verde”, vincou Paulo Veiga.

2 COMENTÁRIOS

  1. João Monteiro, meu cunhado, todo o projecto de vida que construiu foi desconstruído com a prisão dele na sequência dos acontecimentos de 31 de agosto, tendo-lhe sido aplicado a pena de 8 anos de prisão pelo juiz Rui Araújo e os restantes membros do tribunal de exceção, constituído administrativamente, para o efeito. Veio a ser libertado, entretanto, 2 anos e meio depois, com a condição de não se intrometer na vida do Regime… sob pena de um pé em falso voltar à prisão para cumprir o resto da pena.
    Num dia lindo, 13 de fevereiro, ele desligou o oxigênio de que necessitava para os problemas de respiração. MORREU COMO HOMEM COM LETRA MAIÚSCULA!
    Obrigado deputado Veiga, pela homenagem aos homens que lutaram pela liberdade pública.

  2. 31 DE AGOSTO DE 1981 -INTENTONA DAS FARP, A MANDO DO GOVERNO DE PEDRO PIRES, EM PLENO ANTIGO REGIME DO PARTIDO ÚNICO, PARA INTERVIR NA MANIFESTAÇÃO DE PROPRIETÁRIOS CONTRA A REFORMA AGRÁRIA, DEVERÁ SER RELEMBRADO TODOS OS ANOS, INDEPENDENTEMENTE DO PAICV, MpD E A UCID TEREM ASSINADO O ACORDO DE RECONCILIAÇÃO AQUANDO DO ANTERIOR GOVERNO DE JOSÉ MARIA NEVES, SUSTENTADO PELO PAICV.
    Dialética
    Se antes do Povo ascender-se à Independência de Cabo Verde, a 5 de Julho de 1975, sob a égide do PAIGC- Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, os historiadores entenderam que este partido, de matriz marxista-leninista, era o partido, antitese, opositor ao Estado Novo de Salazar/Marcelo Caetano, fascista, tese, lutando pela conquista da nossa nação em união com à Guiné-Bissau, por maioria de razão, se deve reconhecer a luta da UCID – União Caboverdeana Independentes e Democrática, pela instauração da Democracia e Independência de Cabo Verde desunido da Guiné-Bissau, logo depois de sua criação, a 13 de Maio de 1978, 3 anos pós-autodeterminação do Povo indígena.
    Sei que será reposta a verdade histórica em livros de estória política cabo-verdiana, desde o nascimento do PAIGC sob a liderança do Eng•. Amílcar Cabral, passando pelo Grupo Descontente, liderado mais ou menos pelo antigo militante do PAIGC, Eng• Manuel Delgado, depois de se incompatibilizar do ponto de vista político-ideológico e de identidade cultural cabo-verdiana diversa da guineense, de sorte que Cabo Verde viesse a ser um País Independente e Democrática, como decorre dos Boletins Políticos que ele criou na segunda metade da década de 60 (MAMANHE TERRA) e pós-25 de Abril de 1974 – Revolução dos Cravos – (PERSPECTIVA boletim da Comissão Organizadora Ordem-Independência), editados em Bruxelas, Bélgica. Recorde-se que Manuel dos Santos Delgado, fora coordenador do Comitê do PAIGC em Portugal, de acordo com o seu amigo, Dr. Manuel Santos, economista, In livro de Aristides Pereira …, quando estudava o Curso superior de Engenharia Eletrotécnica, em Lisboa, tendo fugido as garras da PIDE/DGS, rumo à França, onde se associaria aos antigos Camaradas, Olívio Pires {interrompendo um Curso de Engenharia, viria a ser ideólogo do PAIGC/CV em plena Independência de Cabo Verde}Joaquim Monteiro, vulgo, Djak Monteiro, o que quer dizer que Manuel Delgado teria muita experiência político-ideológica. De acordo com a troca de correspondência comigo, a partir da primeira década de 2000, os historiadores, não engajados com ideologia do PAIGC/CV de Pedro Pires é Aristides Pereira, saberão melhor interpretar os ideais do Manuel dos Santos Delgado, que presidiram à criação da UCID, em contraposição aos daqueles que defendiam com unhas e dentes a UNIÃO entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, de sorte a reconhecer que a UCID fora um partido democrático que democratizou o País, quer através de manifestação de proprietários, militantes ou próximos dela, contra a Reforma Agrária que desapropriasse as suas terras, por interesse social, sem direito à indemnização justa por lei, quer através de distribuição de panfletos no território e fora, em África, EUA, Argentina, Brasil e Europa, em ordem a almejar o desiderato: instauração da Democracia. https://www.blogger.com/…/194423521…/7893408115085978642 https://expressodasilhas.cv/…/reportagem-especial…/45718

Comentários estão fechados.