O Dirigente histórico do MpD considerou que o Governo tem mostrado resiliência face a desafios como a Covid-19 e a seca e outras dificuldades internacionais, defendendo a continuidade da governação do Partido
O antigo Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Carlos Veiga, destacou o papel do Movimento para a Democracia (MpD) na construção e consolidação da democracia no país.
Carlos Veiga discursava durante as celebrações dos 36 anos da declaração política que marcou o surgimento do MpD e o início do processo que conduziu ao fim do regime de partido único no Arquipélago.
Na sua intervenção, o antigo Chefe do Governo recordou o momento histórico de março de 1990, quando um grupo de cidadãos decidiu romper com o sistema de partido único e lançar as bases para a implantação da democracia em Cabo Verde.
Segundo afirmou, desde então o País tem mantido um funcionamento regular do sistema democrático, reconhecido internacionalmente, embora considere que, como em muitos países, se trate ainda de “uma democracia imperfeita”.
Carlos Veiga sublinhou também que o Cabo Verde atual é “muito diferente, para melhor” em comparação com o período anterior às primeiras eleições multipartidárias de 1991, destacando os avanços alcançados em termos de estabilidade política e progresso.
Durante o discurso, o antigo Líder do MpD alertou ainda para a necessidade de preservar os valores democráticos conquistados ao longo das últimas décadas e apelou à continuidade do percurso de desenvolvimento do País.
O Dirigente histórico elogiou igualmente a liderança do atual Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, considerando que o Governo tem demonstrado capacidade de resposta perante desafios como a pandemia da COVID-19, a seca e outras dificuldades internacionais.
Carlos Veiga apelou, por fim, à confiança no MpD nas próximas eleições, defendendo a continuidade do caminho de progresso e melhoria das condições de vida dos Cabo-verdianos.


