5 de Julho “é de todo o povo e não apenas de alguns” – Secretário-Geral Adjunto do MpD

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Vander Gomes criticou o PAICV que mais cedo havia questionado a ausência de algumas personalidades ligadas à luta da independência nacional, nas celebrações no Mindelo

O Secretário Geral Adjunto do MpD, reagiu hoje à tarde às críticas do PAICV sobre os festejos dos 50 anos da independência nacional, iniciados no dia 25, em São Vicente. Em resposta à Oposição, que apontou a ausência de figuras históricas como Pedro Pires e a falta de menção a Amílcar Cabral nos discursos oficiais, Vander Gomes afirmou que o 5 de Julho “pertence a todo o povo e não apenas a alguns”.

As comemorações dos 50 anos da independência estão a gerar divergências entre os dois principais Partidos do País. O PAICV, na Oposição, considerou estranho o apagamento simbólico de algumas figuras ligadas à luta armada, no evento no Mindelo. “A verdade é que a história não se apaga”, afirmou Adilson de Jesus, Presidente do PAICV em São Vicente.

Em contrapartida, Vander Gomes frisou que o MpD reconhece o contributo de “todos” os que lutaram pela independência, mas lembra que “a história segue o seu curso” e que Cabo Verde “não parou no tempo”. Segundo o dirigente, “hoje os protagonistas são escolhidos pelo povo e só a este prestam tributo”, vinca.

O político reforçou ainda que, em democracia, “não há legitimidade histórica” e que os 50 anos da independência devem ser um momento de celebração dos “sucessos” de Cabo Verde.

Sobre o discurso do Primeiro-Ministro, proferido na abertura das comemorações no Mindelo, Vander Gomes classificou-o como “mobilizador, virado para o futuro”, um discurso “de união e da emergência de uma necessidade de consensos, de respeito mútuo e de tolerância democrática”

Para o SGA do MpD, “a retórica de alguns saudosistas no sentido de orientar a ação e os discursos dos eleitos do povo, não faz sentido nos tempos de hoje e num Estado de direito democrático”, disse.