Ulisses Correia e Silva perspetiva nos próximos dez/quinze anos, um Cabo Verde com um nível de desenvolvimento superior, com muito melhores condições
O Primeiro-Ministro Ulisses Correia e Silva afirmou que Cabo Verde é atualmente um País democrático, bem governado, respeitado e com elevada reputação internacional, comparado com outras nações Africanas.
Em entrevista à Inforpress, a propósito dos 50 anos da Independência Nacional, o Chefe do Governo destacou os progressos significativos do País.
Recordando o momento da independência, em 1975, quando tinha 13 anos, Ulisses Correia e Silva descreveu o ambiente de festa vivido no Estádio da Várzea, onde assistiu à cerimónia do hastear da bandeira Cabo-verdiana.
Depois chega a democracia em 13 de Janeiro de 1991, um marco igualmente significativo, que segundo Ulisses Correia e Silva, veio “mudar tudo”.
“Entrar na era de países democráticos. Isso mudou muito, mudou tudo. A liberdade, a capacidade das pessoas se exprimirem não é só um problema de ter mais ou menos partidos, ou apenas a instalação de eleições multipartidárias. Foi, de facto, libertar o Cabo-verdiano para ter voz, cidadania ativa, política, poder ter opções de associação e participação”, elucidou.
Cabo Verde teve desenvolvimentos “muito importantes” não só a nível do desenvolvimento humano, que toca a vida das pessoas, a todos os níveis, mas também a nível da edificação urbanística, organização, entre outros aspetos, pelo que, apesar de todos os problemas que ainda o País tem, Cabo Verde deu “um salto significativo”.
O PM defendeu que o País deve passar da “resiliência da sobrevivência” para a “resiliência do desenvolvimento”, lamentando o excesso de politização nas atividades públicas.
Passando revista ao capítulo transportes aéreo e marítimo, muito contestado, o primeiro-ministro admitiu que tem sido um processo “difícil e turbulento”, mas assegurou que se está no caminho de “melhorar significativamente” o sistema.
Com um olhar otimista sobre o futuro do país, Ulisses Correia e Silva perspetiva nos próximos dez/quinze anos, um Cabo Verde com um nível de desenvolvimento superior, com muito melhores condições.
“Que os Cabo-verdianos dentro e fora do País confiem em Cabo Verde e no seu futuro”, enfatizou.


