EDITORIAL. A máscara caiu: de “analista independente” a Secretário Geral do PAICV

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A recente nomeação de um destacado “analista” dos Órgãos  de Comunicação Social (OCS) públicos, Vladmir Silves Ferreira, para Secretário-Geral do PAICV não foi propriamente  uma surpresa. Foi apenas a confirmação de uma prática há muito denunciada: a infiltração partidária disfarçada de “análise independente” nos canais que deviam, por obrigação legal e ética, servir o interesse público.

Durante anos, esse “analista” — agora Secretário-Geral — ocupou espaços privilegiados nos media públicos, com tempo de antena generoso e cobertura acrítica, construindo uma imagem de neutralidade que sempre foi, afinal, uma encenação. A sua ascensão ao núcleo duro do PAICV é a prova cabal de que muitos dos rostos apresentados como vozes isentas estavam, na verdade, ao serviço de um projeto partidário bem definido.

Esta não é uma crítica ao pluralismo, que deve existir nos OCS públicos. É, sim, uma denúncia frontal à manipulação deliberada que se vem praticando há anos — com a conivência de jornalistas que, longe de exigirem isenção, abrem espaço de forma seletiva a comentadores alinhados com o PAICV, enquanto outros são silenciados ou ignorados.

A Comunicação Social Pública não pode continuar a ser usada como plataforma de promoção político-partidária. O cidadão merece e exige imparcialidade, equilíbrio e ética. A recente nomeação apenas formalizou aquilo que já era evidente para muitos: há uma estratégia organizada, sistemática e de longo prazo, sob o pretexto  da liberdade  de imprensa, de instrumentalização dos OCS públicos ao serviço do PAICV.

A democracia fragiliza-se quando os meios que deveriam informar passam a servir como correias de transmissão partidária. O jornalismo perde dignidade quando cede o seu espaço a militantes camuflados. E perde, sobretudo, o povo, que é privado de um debate verdadeiramente livre, plural e equidistante.

Chega de encenação. A máscara caiu!

8 COMENTÁRIOS

  1. Mas alguém tinha alguma dúvida sobre este camarada comunista? Não é por acaso que foi convidado da RCV- PAICV para participar no fora da caixa. Ele é pambicioso, lambi botas capaz de tudo para aparecer e ter…. Mais do que ele só rocotó desequilibrado de SV que não consegue conformar se com o facto de nunca ninguém confiou nele para cargos que passou décadas a procurar. Queria ter poder daqueles que ele sistemática crítica e inveja.

  2. Tarde deram conta.
    Há muito que a comunicação social já estava a ser manipulada de forma súbtil.
    Pena este acordar tarde.

  3. Concordo em pleno com o Editorial. É preocupante. Esse comportamento começa a fazer escola em Cabo Verde e isso mina a classe jornalística e consequentemente a democracia e a liberdade. Os jornalistas deveriam contribuir para o reforço da democracia, exercendo com isenção o escrutínio da nossa classe política. Pelo contrário, num momento dizem-se ferrenhos defensores da imparcialidade jornalística, com cargos de destaque nas associações da classe, noutro, já são dirigentes partidários, deputados, ferrenhos defensores de ideias socilaistas/comunistas.
    A classe jornalística deveria pôr-se a jeito, sob pena de cair num enorme descrédito no seio da sociedade. Para lá caminha a passos largos.

  4. Eu já tinha denunciado isso e a Leta não sei quantas vezes. Alguém tinha dúvidas que essa figura estava a fazer frete? A gota de água foi quando foi chamado a TCV pela Nazaré Barros para fazer o papel de analista e descaiu-se sem vergonha opinando a favor de Francisco Carvalho e criticando as outras candidaturas apelidando de ultrapasaadas e até fazendo comparações entre as disputas de gerações no tempo de JMN e FV. Nada mais contraditório, quando se sabe que o Nuias até é mais novo que o Francisco.
    Vamos ver até vai essa união cínica e de fachada.

  5. Eu já tinha denunciado isso e a Leta não sei quantas vezes. Alguém tinha dúvidas que essa figura estava a fazer frete? A gota de água foi quando foi chamado a TCV pela Nazaré Barros para fazer o papel de analista e descaiu-se sem vergonha opinando a favor de Francisco Carvalho e criticando as outras candidaturas apelidando de ultrapassadas e até fazendo comparações entre as disputas de gerações no tempo de JMN e FV. Nada mais contraditório, quando se sabe que o Nuias até é mais novo que o Francisco.
    Vamos ver até onde vai essa união cínica e de fachada.

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