A política e os seus detratores disfarçados em apartidarios

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Sempre fui fascinado pelas Ciências Políticas, o que possivelmente terá influenciado a minha decisão de lecionar esta disciplina em algumas instituições onde tive a oportunidade de trabalhar. As Ciências Políticas são quase que um mundo de saberes, onde pode-se encontrar um pouco de tudo. Enquanto cultivo-me nesta vertente, com o intuito de alargar o meu horizonte intelectual, tenho deparado com algumas situações que cativaram a minha atenção, nomeadamente o comportamento individual de cada qual na defesa das suas posições políticas.

Em Cabo Verde assumir a sua cor política, é um ato “misto” de coragem e de nobreza.
Coragem porque ter de assumir as suas ideias e defende-las paulatinamente, tem por coima o confronto com certos indivíduos, que se julgam os donos da verdade e da coerência ao ponto de incansavelmente e quase que em modo “manada”, reduzir ao ridículo tudo o que de diferente pensas e exteriorizas e que não seguem as suas dogmas, qual totalitários não é?! Porém este modus operandis dos ditos “donos disto tudo” é sabido, na falta de argumentos plausíveis e sólidos remetem-se à ridiculização de quem deles diverge.

Nobre porque investir na política é um dever, ou pelo menos deviria ser, de todos os cidadãos.

Identifico-me com a ideologia política do MPD, porque: amo a democracia, sou fascinado pela igualdade entre os cidadãos, vejo o mérito como a melhor recompensa, a transparência como uma obrigação, e considero que a competência é a base de qualquer sucesso. Portanto, sim, assumo a minha filiação política sem medo, ao contrário de alguns que querem passar por apartidários com tiques de pseudo-revolucionários, quando estão molhados até ao pescoço.

Se olharmos de perto para os ditos distratores disfarçados em apartidários encontraremos: aqueles cujas famílias ou eles próprios viveram ou vivem do dinheiro das actividades políticas; aqueles que, graças à sua posição política ou dos seus familiares, puderam trabalhar sem ter competência para o fazer.

Autodeclaram-se apartidários sob a capa da neutralidade e da transparência, porém passam o seu tempo a atacar somente um partido político em todas as áreas. Este comportamento de desacreditar um partido político, é o básico dos básicos no quesito campanha eleitoral para beneficiar o outro partido que sorrateiramente defendem nos confins dos seus íntimos delírios no mundo bolha que vivem, qual ato de covardia não é?!
Devo dizer à esses Autoproclamados de “ apartidários “ que estão redondamente equivocados, porque as pessoas têm uma memória muito boa e Cabo Verde é muito pequeno, dificilmente cairão nessas abébias rascas, forçadas e dissimuladas que vocês chamam de estratégia politica.

Em 1991, o MPD tornou este país democrático, por isso aproveitem/bebam da liberdade de expressão que a nossa democracia lhes proporcionam e sejam livres, mesmo que nunca quisessem que um partido democrático como é o meu existisse na nossa terra e vos trouxesse a tal liberdade.

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