A tortura em nome do partido único – O Paicv e a sua policia política

Um Livro, que de cabeceira deve ser, para todas as gerações de Cabo-verdianos aterem sobre a história de  CV e os desmandos dos 15 anos da independência.

Obra e compilação de depoimentos do DR. Onésimo Silveira, grande intelectual e figura que esteve , também ele, na luta armada.

Hoje, apeteceu-me navegar nos depoimentos plasmados no livro em apreço e aprofundar na política do Paicv durante os 15 anos de partido único.

Não é fácil lembrar os depoimentos vertidos neste livro no ano que se comemora os 50 anos de independência e a teimosia em resistir a um pedido de desculpas aos torturados, à sociedade , pelo regime do partido único.

Convido a juventude a embarcar comigo, que entrego a bússola da história e o azimute que nos leva a bom porto. Convido a uma leitura serena e façam por tirar as ilações e saibam dos amargos de boca  que o povo sofreu no consulado do partido único.

Na nossa perspetiva existem livros que não são apenas páginas escritas para lembrar um passado de má memória, são gritos de dor ,memórias de horror e testemunhos de coragem que nos dilacera.

A TORTURA  EM NOME DO PARTIDO ÚNICO é um desses livros . Um documento que incomoda, porque rasga o véu da hipocrisia e revela o que muitos tentam esconder, que entre 1975 e 1990 , Cabo Verde viveu sobre uma ditadura de partido único, governado pelo Paicv, onde pensar diferente era crime e discordar podia custar a liberdade e a vida.

A juventude de hoje precisa saber que os 15 anos de governação do Paicv não foram apenas “tempos difíceis “ , mas tempos de repressão, censura, tribunais populares, perseguição politica e tortura.

A chamada “polícia política “ , inspirada nos métodos mais sombrios, foi usada para intimidar, prender e castigar quem oussasse levantar a voz.

A sociedade terá que estar atenta, porque muitos tentem apagar a história e diga que é “coisa do passado” , que não vale a pena reabrir feridas.

No nosso entender, como é óbvio , a história não pode ser enterrada , pois o silêncio sobre os crimes do passado é o terreno fértil para que tais actos se repitam.

Convido a todos, para que leiam, releiam esse livro e possam trazer esse passado/ presente que constitui uma mancha vergonhosa na nossa história como país independente, que ficará para sempre gravado na memória do povo, por forma a que não-mais se permita que a democracia seja ultrajada e para que os valores sacros como a liberdade, justiça, legalidade, sejam preservados e defendidos contra toda e qualquer tentativa de ULTRAJE!

1 COMENTÁRIO

  1. Esse jornal é dirigido por grandes democraticos que só dão estampa aos comentários favoráveis, é essa a democracia que temos

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