É a posição clara, com advertências do Governo ao grupo empresarial Khim Negoce, que mandou demolir o edifício que durante largos anos foi a Sociedade Luso-Africana, no Platô
Inicialmente pensou-se que se estava perante um desabamento, mas não, é demolição.
O edifício da Sociedade Luso-Africana foi demolido por ordem dos novos donos, o grupo Khim Negoce. A situação configura um “grave atropelo” à lei.
A posição é do Ministro da Cultura em reação à notícia da demolição, constatada no sábado, 3.
Abraão Vicente garante que a equipa jurídica do IPC “vai agir” e que todas as consequências vão ser tiradas deste caso, e o Estado vai “até ao limite que a lei nos permite”, advertiu o governante.
Para o Ministro, em declarações reproduzidas pela RCV, houve uma “provocação” do grupo empresarial à ordem pública, à ordem nacional e até às leis do País, mas advertiu, de forma contundente, que “não há nenhuma força económica que tenha poder suficiente para nos fazer vergar perante uma desautorização do tamanho daquilo que ocorreu no centro histórico do Platô”.
As alegações avançadas pelo grupo Khim Negoce para justificar a demolição não convencem o Ministro, para quem a demolição foi propositada e visou acelerar o processo em curso, num momento em que o IPC e o grupo estavam a negociar os aspetos arquitetónicos do edifício.


