África deve investir numa visão “nova, promissora e estratégica”

Consideração é do Vice-Primeiro-Ministro ao fazer o balanço da sua participação na 59.ª Reunião Anual do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento realizada de 27 a 31 de maio, em Nairobi, no Quénia

Olavo Correia frisou que ficou claro, no debate, que África deve investir numa visão “nova, promissora e estratégica”, bem como apostar na capacidade para implementar esta visão.

Segundo o Governante, esta visão passa por um Continente mais verde e azul, digital e inteligente, assim como aberto ao mundo e aos turistas, um Continente mais inclusivo que garanta à população o acesso aos bens essenciais e públicos como saneamento, habitação, emprego, energia e água.

“O continente Africano afeta um desafio enorme ao nível do acesso à energia, cerca de metade da população, 600 milhões de Africanos não têm acesso a energia, e muitos sem acesso a água e saneamento. Mas não podemos olhar para isso como sendo um drama ou fatalidade”, considerou.

O BAD, adiantou, aprovou uma nova agenda para a próxima década, focada na energia, agricultura, industrialização do Continente, infraestruturas e transportes e nos recursos humanos, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida dos africanos.

Durante o encontro dos dirigentes Africanos, que aconteceu este ano sob o tema “A Transformação da África, o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento e a Reforma da Arquitetura Financeira Global”,  Olavo Correia adiantou que foi lançado um apelo para a criação de uma agência, visto que o Continente tem saído penalizado das avaliações.

“Isto condiciona o acesso ao financiamento e torna em regra mais cara o que dificulta o financiamento da atividade económica e a dinâmica do regimento no Continente Africano. Nós temos que, neste contexto da melhoria do rating, não só olhar para esta nova agência, temos de olhar para as avaliações atuais” salientou, afirmando que o Continente deve dar um salto no quesito da governança e política pública.