Agente da PN indiciado de importunação sexual em São Filipe regressou ao trabalho. Há quem critica a decisão

1

Comandante Regional admite que a acusação “não impede” o Agente de retomar o seu trabalho. No entanto, há vozes a defender que ele não estará em condições de exercer com moralidade a sua função de Agente da autoridade policial

É o mesmo caso que envolve o Presidente da Associação Regional de Futebol da Ilha do Fogo, e também professor no Liceu de São Filipe, preso preventivamente, desde a última quarta-feira, 16.

Um Agente da Polícia Nacional, colocado na Esquadra de São Filipe, na Ilha do Fogo, alegadamente envolvido no caso de abuso suxual de uma menor de 12 anos, e que está a ser indiciado de importunação sexual, regressou ao trabalho, uma situação que está a indignar a Sociedade civil naquela Cidade da Ilha do Fogo.

O Agente, identificado como Artur Pires, natural do Fogo, é, a par de Pedro Pires, um dos 8 arguidos no processo que está a correr trâmites na Comarca de São Filipe.

Após audição em Tribunal, que o fixou medidas de coação, o Agente regressou ao trabalho, na Esquadra de São Filipe, uma situação que tem merecido críticas, com vozes a defender que ele não estará em condições de exercer com moralidade a sua função de Agente da autoridade policial, já que impende sobre ele uma acusação formal de importunação suxual.

OPAÍS.cv ouviu o Comandante Regional da PN, que defende a reintegração do Agente, admitindo que não ficou provado o envolvimento de Artur Pires no suposto crime.

“Esta não é uma situação que impeça o Agente de (voltar ao) trabalho, já que ele foi apenas acusado e o seu envolvimento no caso ainda não foi comprovado”, observou Fernando Fernandes, para quem é necessário “aguardar” o desenrolar do processo na Justiça, antes de conclusões “precipitadas”.

Fernandes sugere que após a decisão do Tribunal, a PN adotará medidas que se justificarem.

“Eu acho esta situação do regresso ao trabalho normal, e não vamos julgar o Agente sem saber se o caso é verdadeiro ou não”, acrescentou.



1 COMENTÁRIO

  1. EM DIREITO E DOUTRINAS INERENTES, NÃO FUNCIONAM AS SUBJETIVIDADES.
    A MATERIALIDADE DOS FACTOS SÃO IMPRESCINDÍVEIS. QUALQUER DECISÃO NÃO SERÁ UTIL NEM EXEQUÍVEL SE SE DEPENDESSE DO DIZER DESTE OU DAQUELE.
    MUITO MAL ESTARÍAMOS SE AS JUSTIÇA FUNCIONASSE DE MODO CONTROVERSO.
    SEJAMOS RAZOÁVEIS E INTELIGENTES, IMAGINEMOS, UM QUALQUER DE NÓS, EM UMA SITUAÇÃO EM QUE AS DECISÕES DEPENDAM DO AMIGO PAULO OU DO INIMIGO MAQUIAVEL.

Comentários estão fechados.