É mais um episódio deste caso que na sexta-feira motivou a demissão do então PCA da Emprofac
O Ministério Público confirmou, esta segunda-feira, 24, que tem em curso uma “instrução criminal” contra os dois cidadãos Cabo-verdianos que viajaram para a Venezuela, no processo que envolve o alegado testa-de-ferro do (ainda) Presidente daquele País, Nicolás Maduro, detido na Ilha do Sal, a aguardar extradição para os Estados Unidos da América.
O processo foi aberto na passada quinta-feira, 20, um dia antes de tornado público a demissão do PCA da Emprofac, Gil Évora, que viajou para Caracas, numa missão privada enquanto era PCA de uma empresa pública.
De acordo com a Procuradoria, estão em causa “fatos suscetíveis de, por ora, integrarem a prática de um crime de usurpação de autoridade Cabo-verdiana, previsto pelo artigo 312.º do Código Penal e punido com a pena de prisão de 1 a 5 anos”.



Sempre afirmei que por birra, ingenuidade, má-educação e inabilidade política, a JHA transformou esse grande embaraço do Governo num grande pesadelo político para o Paicv e a para a própria. Ora, se bem que não se possa esperar muita coisa de umas cabecinhas com as da JHA, do Rui Semedo e agora dos dois principais assessores da JHA o Fernandinho Teixeira e a Rosário da Luz, era suposto a JHA, em vez de toda vulgaridade exercitada no Facebook, apresentar uma queixa contra os alegados emissários por usurpação de poderes e eventualmente por prevaricação. Mas não, a brilhante “jurista” afinal, não entende patavina do Direito. Só berra! Nem consegue vislumbrar que o Paicv poderia constituir-se em assistente neste processo. Ao invés, manda violar correspondências pessoais e mensagens pessoais e coloca nas mãos da Milícia Digital do Paicv para detonar a vida dos cidadãos. O Paicv confirma mais uma vez que criou esse cineminha porque estava incomodado com as críticas do Gil, como reconheceu o próprio Julião Varela. Quem sai, mais uma vez reforçado nisto tudo é o Governo, é o UCS. Cabo Verde mostra aos olhos do mundo que existe sim senhora a separação dos poderes (o que é muito bom!); o MP mostra não agem por instruções de autoridades políticas, em contraponto com a ideia peregrina do Paicv e dos seus ex-ministros que foram à TCV dizer que o caso Saab deve ser “resolvida politicamente”. Conclusão: afinal, quem não é confiável, nisto tudo é o próprio Paicv.
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