Aliança Democrática vence eleições em Portugal sem maioria. PS assume derrota (Em atualização)

0

Falta apurar resultados na Diáspora Portuguesa. Em território Português, o PSD-CDS-PP é o mais votado, conseguindo 89 mandatos. Líder do PS assume derrota e põe lugar à disposição

As eleições antecipadas realizadas este domingo, 18, em Portugal, deram vitória à Aliança Democrática, liderada pelo PSD e Luís Montenegro, mas sem maioria absoluta.

A coligação do PSD/CDS-PP elegeu 89 dos 230 mandatos na Assembleia da República.

O PS elege 58 mandatos, tal como o Chega que sobe nestas eleições.

O JPP nos Açores estreia-se no Parlamento, elegendo um Deputado.

Com todas as mesas fechadas, a AD tem 89 Deputados, PS e o Chega 58, 9 para a Iniciativa Liberal, 6 para o Livre, 3 para o CDU, 1 para o Bloco de Esquerda e 1 para o PAN. Os restantes Partidos ainda não elegeram.

Fez-se Justiça

Nuno Melo, da Coligação AD sublinhou que os Portugueses fizeram Justiça ao confiar a maioria dos votos no PSD-CDS-PP. “Fica demonstrado que a crise política foi criada pelas oposições” disse, assumindo que o PS sofre uma “pesada derrota” neste domingo.

“Continuaremos a governar Portugal”, acentuou de seguida. “Estamos aqui para resolver os problemas dos Portuguesas”, finalizou.

Mau resultado do PS

A Eurodeputada do PS, Ana Catarina Mendes, assumiu ser um “mau resultado” para o PS, pelo que defende ser momento de o Partido “fazer reflexão profunda” sobre o caminho a seguir.

“É um mau resultado, deve haver uma reflexão profunda em conjunto de todo o PS”, admite.

O resultado da Diáspora Portuguesa que chegará nas próximas horas poderá desempatar o PS e o Chega, clarificando quem fica em segundo lugar.

Pedro Nuno Santos assume derrota

O líder do PS, Pedro Nuno Santos, reconheceu a derrota do seu Partido nestas Legislativas, agradecendo “cada voto, cada apoio”, mas sublinhando o respeito pela vontade expressa pelos Portugueses nas urnas.

“Não provocámos estas eleições, mas queríamos vencê-las”, afirmou, num discurso perante uma onda de apoio dos militantes.

O dirigente Socialista admitiu que se vivem “tempos duros para a esquerda e para o PS”, reconhecendo o expressivo crescimento da direita neste ato eleitoral.

Pedro Nuno Santos revelou ainda ter já felicitado Luís Montenegro pela vitória, desejando-lhe sucesso no novo ciclo político que se avizinha, e terminou dizendo que vai colocar lugar à disposição e que não se recandidata.