A manutenção do estado de emergência pode ditar uma nova configuração do reinício das aulas, com recurso a rádio e televisão, sobretudo
A primeira opção do Ministério da Educação para a retoma do ano letivo, interrompido devido à pandemia do Covid-19, a 23 de março último, é pela via presencial, adiantou a Ministra que tutela o setor, que faz saber que se tudo permitir o reinício das aulas, em maio, poderá haver “ajustes” para que o ano letivo seja concluído no horizonte de 31 de julho.
Maritza Rosabal indica que este cenário implicaria ajustes seja ao nível de conteúdos seja ao nível do sistema de avaliação e no próximo ano letivo haveria “adequações” de modo a cobrir todos os conteúdos.
Um outro cenário seria o ensino à distância, com recurso a rádio e televisão, tendo o Ministério feito um levantamento exaustivo de áreas de cobertura e de sombra, bem como de escolas que não dispõem de meios para aceder a esses dois recursos, que de acordo com Rosabal podem ser utilizados, em paralelo, ao ensino presencial.
Segundo a Ministra, a própria TV pública vai disponibilizar 5 horas da sua programação diária para as aulas, sendo 3 horas no período da manhã e 2 à tarde.
Os conteúdos a serem ministrados têm a duração de 20 minutos, e já devem começar no dia 27 próximo, mas nem todas as disciplinas são abrangidas.
As declarações da Ministra da Educação foram feitas à TCV, na última noite.


