Jorge Santos refere que a data de 31 de agosto marca uma página “dolorosa, mas decisiva”, na história de Cabo Verde
O antigo Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santo Antão, entre 1991 e 2004, atual Ministro do Mar, recorda o 31 de agosto de 1981, que hoje assinalada 44 anos, numa publicação na rede social Facebook.
Intitulado “dia 31 de agosto 1981. Recordar e celebrar a dor e a coragem dos Cabo-verdianos”, o antigo Autarca da Ribeira Grande refere que a data de 31 de agosto marca uma página “dolorosa, mas decisiva”, na história de Cabo Verde, lembrando que foi nesse dia, na ilha de origem, Santo Antão, que cidadãos “corajosos ergueram-se em protesto” contra a Reforma Agrária, “expressando o descontentamento legítimo com políticas impostas sem diálogo e contra o interesse das suas comunidades agrícolas”.
“A repressão brutal imposta pelo ‘Regime de Partido Único’ não apenas ceifou vidas e liberdade, mas revelou, de forma inequívoca, os limites de um sistema que sufocava a voz do povo. Esses acontecimentos ficaram gravados na memória coletiva como um alerta para a importância inalienável das liberdades fundamentais dos cidadãos”, escreveu o político, para quem o 31 de agosto de 1981 “deve ser lembrado e celebrado como símbolo da coragem e da resistência dos Cabo-verdianos que, mesmo diante do autoritarismo e força militar, ousaram lutar por justiça, dignidade e participação. Representa, também, um marco precursor da democratização do nosso País, lembrando-nos que a liberdade e a pluralidade política que hoje valorizamos foram conquistadas graças à luta daqueles que se recusaram a permanecer em silêncio e lutaram com coragem e sentido patriótico”.
Jorge Santos que ilustra sua publicação com duas fotos, uma capa do livro de Onésimo Silveira “A tortura em nome de partido único” e uma imagem e Adriano Santos, estatelado, vítima daquela tragédia, termina evocando a “memória desses acontecimentos com respeito e determinação, reafirmando o nosso compromisso com a consolidação da democracia, a justiça social e a defesa intransigente dos direitos e liberdades dos cidadãos”.



P. Pires deve estar arrependido das atrocidades do dia 31/08/81.
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