Em 7 de novembro de 2023, o Ministério Público e a Polícia Judiciária realizaram buscas em vários locais ligados ao então Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, incluindo o seu gabinete no Palácio de São Bento e a sua residência oficial, no âmbito de uma investigação judicial conhecida como Operação Influencer.
As buscas inseriam-se num inquérito por suspeitas de corrupção, prevaricação e tráfico de influência, relacionadas com contratos e concessões públicas nos setores da mineração de lítio, do hidrogénio verde e de um centro de dados em Sines.
No decurso da investigação, várias pessoas foram detidas e responsabilizadas judicialmente, entre elas Vítor Escária, chefe de gabinete do Primeiro-Ministro, bem como outras figuras diretamente ligadas aos negócios sob escrutínio.
Na sequência desses factos, António Costa apresentou a sua demissão, afirmando que
“as funções de Primeiro-Ministro não são compatíveis com qualquer suspeição sobre a sua integridade.”
E o que aconteceu depois?
Houve evacuação de funcionários?
Encerramento de serviços do Estado?
“Aprisionamento” de pessoas em edifícios públicos?
Ofensas ou intimidações à justiça?
Manifestações contra magistrados ou contra a Polícia?
Nada disso aconteceu.
E não podia acontecer, num país em que o princípio da separação de poderes é respeitado.
Ninguém afrontou a justiça.
Não houve um único gesto de rua contra os procuradores.
Não houve campanhas de intimidação.
Não houve desobediência institucional.
O contraste histórico,
O que Francisco Carvalho fez em reação às buscas de 12 de dezembro de 2025 e nos dias seguintes vai ficar registado na história:
responder a investigações por crimes graves com a prática de mais quatro crimes.
SALVE, RAINHA, MÃE DE MISERICÓRDIA.
Ó CLEMENTE, Ó PIEDOSA, Ó DOCE SEMPRE VIRGEM MARIA.
AMÉM.



Alguém disse que em Portugal a pior coisa que o sistema produziu foi o Ventura do Chega. Em Cabo Verde, a pior coisa que o sistema tambarina produziu foi o Francisco Carvalho,
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