O antigo presidente da TACV e figura ligada ao PAICV, António Neves, manifestou duras críticas às propostas defendidas pelo partido para as legislativas do passado dia 17, considerando que algumas das medidas emblemáticas apresentadas “são más” e desajustadas às necessidades de crescimento económico e justiça social em Cabo Verde
Numa publicação feita na sua conta pessoal do Facebook, António Neves afirmou não ser militante do PAICV “nem muito menos do círculo” de Francisco Carvalho, mas deixou claro o seu desacordo em relação a propostas como a gratuitidade do acesso à saúde, ensino superior para todos, transportes a 500 e 5.000 escudos, bem como a criação de um banco agro-azul.
Segundo o antigo gestor da transportadora aérea nacional, estas medidas “possuem, sem nenhuma dúvida, um enorme potencial para um confronto com as instituições financeiras internacionais”, numa disputa que, na sua perspetiva, o Governo de Cabo Verde, suportado pelo PAICV “não consegue vencer”.
António Neves defendeu ainda a necessidade de “serenidade e visão estratégica” na definição das políticas públicas, sublinhando que este seria o caminho “mais prometedor” para o país.
A posição desta figura ligada ao PAICV surge cerca de uma semana após as eleições legislativas vencidas pelo PAICV que vai formar o próximo Governo da república.



