ARME garante que suspensão do mecanismo evitou aumentos mais elevados nos combustíveis

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Sem a suspensão do mecanismo de atualização mensal, os preços seriam significativamente mais elevados, podendo atingir cerca de 175,90 Escudos por litro na gasolina e 153,30 Escudos no gasóleo normal

A Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) esclareceu a atualização dos preços máximos de venda dos combustíveis, em vigor desde 1 de junho de 2026, sublinhando que a medida adotada pelo Governo permitiu conter aumentos mais acentuados.

Segundo a entidade, os novos preços refletem um acréscimo médio de 4,36% face ao mês de maio, respeitando os limites de ajustamento definidos na legislação em vigor. O gás butano manteve-se inalterado.

Entre os valores praticados, destacam-se a gasolina a 163,20 Escudos por litro e o gasóleo normal a 137,10 Escudos por litro.

A ARME explica que, sem a suspensão do mecanismo de atualização mensal, os preços seriam significativamente mais elevados, podendo atingir cerca de 175,90 Escudos por litro na gasolina e 153,30 Escudos no gasóleo normal.

Com a aplicação da medida, foi possível reduzir o impacto no consumidor, com descidas estimadas de 12,70 Escudos por litro na gasolina e 16,20 Escudos no gasóleo normal.

A entidade reguladora acrescenta que, entre abril e junho, a variação média acumulada dos preços rondou os 14%, quando poderia atingir cerca de 40% sem a intervenção.

Por fim, a ARME reforça que a suspensão do mecanismo de fixação foi determinante para mitigar os efeitos das oscilações dos mercados internacionais e proteger os consumidores.

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