(In)certezas em tempos de covid-19: as máscaras e os testes

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O que estamos (todo o mundo) a enfrentar é de extrema complexidade, são momentos de incertezas. A única constante é a certeza da dúvida. Neste quadro, tenho profundas dúvidas em perceber o PAICV que se nos apresentou hoje no parlamento, um PAICV cheio de certezas e a exigir ao governo a implementação de políticas, porque, esta certeza não tem base científica simplesmente porque não existe ainda conclusões científicas sobre o Covid-19. Existem sim, estudos em andamento, teses e pressupostos que têm sido sucessivamente alterados e corrigidos.

Estamos todos a aprender: o mundo está a aprender; países como os Estados Unidos da América, China, Japão, Alemanha, França estão a aprender; as organizações internacionais estão a aprender; Cabo Verde está também a aprender.

Erros e falhas existem um pouco por todos os países, pelo que Cabo Verde também não podia sair imaculado deste processo. Quando falo em falhas vem-me sempre à mente a imagem de operadores a tirar a temperaturas aos passageiros em vôos internacionais, quando agora sabemos que o vírus se “camufla” no período de incubação e nos assintomáticos para se penetrar nas sociedades e fazer desaparecer as fronteiras. As falhas surgem e vão surgir porque estamos a navegar num mar nebuloso, de fraca visibilidade, profundidade e extensão desconhecida. Estamos perante um inimigo silencioso e invisível.

Sabemos que neste momento está a se construir algum consenso à volta da utilização das máscaras e a necessidade de se massificar os testes. Também acredito que seja este o caminho, mas não podemos ignorar que existem ainda muitas dúvidas.

Relativamente aos testes, o modelo que garante a melhor fiabilidade é o PCR mas que tem também as suas limitações: segundo os técnicos, existe uma período de tempo onde os testes devem acontecer pois, caso contrário, poderá gerar falsos negativos o que seria um grande problema. As orientações da OMS relativamente às máscaras foram, anteriormente, para a sua utilização obrigatória apenas para os serviços de saúde e os profissionais da linha da frente do combate, mas agora notamos um novo direcionamento, com a OMS a assumir que a utilização massiva das máscaras poderá ser uma mais valia no combate à disseminação.

Mas tudo isso é ainda incerto, existem ainda muitas dúvidas. Por exemplo, tenho por mim (e isso é opinião de leigo) que na nossa realidade o período de incubação do vírus esteja a ter uma dinâmica diferente das orientações da OMS: 2 a 14 dias.

Para concluir, fica toda a minha solidariedade aos membros do governo que estão na linha da frente deste combate, o Ministro da Saúde, Dr. Arlindo Do Rosario, o Ministro da Administração Interna, Dr. Paulo Rocha e o Ministro das Finanças, Dr. Olavo Correia. Toda a força do mundo pois é preciso muita sapiência, ponderação e sensibilidade na condução desta luta.

O inimigo pode ser invisível, mas não é Invencível.

1 COMENTÁRIO

  1. Imbuidfo de boa fe comento o seguinte: As Autoridades caboverdianas estao a fazer o possivel contra este contagio e congratulo-me com isso. o meu reparo e que nas Delegacias de Saude segundo sei deixara de existir um departamento muito importante que e o da Saude Publica. Artur Correia Medico COMPETENTISSIMO e que teve uma experiencia com o Mestre falecido Senhor Doutor Henrique Lubrano de Santa Rita Vieira sabe disso. Vivo ha cerca de vinte anos nos EUA em Ma cidade de Fall River e sobre o covid 19, talvez ninguem me leva serio. As farmaceuticas ou estudos cientificos nao curam essa doenca; a solucao minha que aconselho e comer alho e um calice de grogue sobretudo, sobre esse esse virus estrategicamewnte colocado no planeta. Uma outra solucao, juntando casaca de limao, cebola vermelho e vicks ou mentholatun cheirando o fumo desse cha.
    Sera que nao fazem isso ou nao se autoriza por causa do poder e da influencias das farmaceuticas? disso na tenahamos duvidas,
    Vamos ao alho e os remedios de Terra.
    Obrigado

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