Até 2027, Cidade Velha será um novo polo de desenvolvimento em Santiago

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Garantia é do Primeiro-Ministro durante o ato de assinatura do contrato da empreitada para a requalificação do troço entre a Sé Catedral e o Complexo da Misericórdia

Ulisses Correia e Silva presidiu esta sexta-feira, 18, ao ato de assinatura do contrato da empreitada para a requalificação do troço entre a Sé Catedral e o Complexo da Misericórdia, na Cidade Velha.

Primeiro-Ministro enfatizou que esta intervenção marca o início do ambicioso Projeto de Requalificação Urbana e Ambiental do Sítio Histórico, classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Durante o evento, o Chefe do Governo destacou a dimensão histórica dos investimentos atualmente em curso na Ribeira Grande de Santiago e na Cidade Velha. “Estamos a cumprir. Nunca se investiu tanto na Ribeira Grande de Santiago e em Cidade Velha como agora. Falo de obras realizadas, em execução e previstas: estradas, requalificação urbana, restauro patrimonial, energias renováveis, agricultura, pecuária e a bacia hidrográfica de São João Batista”, afirmou.

Entre os projetos em andamento, Ulisses Correia e Silva destacou a Estrada Circular da Cidade Velha – Bota Rama/Salineiro – infraestrutura considerada estruturante para a mobilidade e o desenvolvimento sustentável da região.

Segundo Ulisses Correia e Silva, todo este esforço de investimento tem como objetivo central “posicionar Cidade Velha com centralidade no turismo histórico e cultural – transformar identidade em valor económico e social.”

A requalificação do troço Sé Catedral – Complexo da Misericórdia é apenas uma das oito componentes do projeto global de intervenção no sítio histórico. “Caminhamos para fazer de Cidade Velha um destino turístico diferenciado, com mais emprego e rendimento para as populações”, garantiu, acrescentando que até 2027, a Cidade Velha será “bem diferente”, consolidando-se como um dos grandes motores de desenvolvimento da Ilha de Santiago e de Cabo Verde.

O projeto é financiado pelo Governo, através do Banco Mundial, do Fundo do Turismo, do Programa Operacional do Turismo (POT) e do Projeto Turismo Resiliente e Economia Azul, e integra também a criação de novas infraestruturas, como um parque infantil, restaurante e um espaço de interpretação mediante as orientações do Plano de Gestão e do Plano Detalhado de Salvaguarda aprovados em 2024.