ATENÇÃO: Pessoas que usam estas palavras são menos atrativas (silêncio)

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Indivíduos que usam palavras para ‘encher’ ou os chamados termos ‘bengala’, incluindo ‘tipo’, ‘basicamente’ e ‘né’ são considerados menos atrativos e inteligentes

          

Um novo estudo revelou que os indivíduos que usam os denominados ‘termos bengala’ são percecionados como sendo menos inteligentes, menos atrativos e populares.

Se é daqueles que usa regularmente palavras como ‘tipo’ ou ‘né’, então tenha atenção porque pode inconscientemente estar a minar a opinião que os outros têm de si.

Para efeitos daquela pesquisa, os investigadores do Instituto Mortar Research and Gweek pediram a dois mil participantes para escutarem dois clips de áudio proferidos pelo mesmo orador, acerca do Brexit.

Num dos clips, o orador falou sem interrupções, apesar do seu discurso ser factualmente incorreto.

Já na outra amostra de áudio, o mesmo indivíduo usou termos ‘bengala’, apesar da sua apresentação ser inteiramente correta.

Os resultados revelaram que 57% dos ouvintes concluíram que o individuo que proferiu o discurso factualmente incorreto era academicamente superior; em contrapartida apenas 36% dos voluntários deduziu que a fala com informações certas tinha sido apresentada por alguém com habilitações literárias elevadas.

Para além do nível educacional, os ouvintes concluíram igualmente que a pessoa que deu o discurso incorreto tinha mais competências sociais, era mais inteligente e mais atrativa. Relembramos que se tratava do mesmo individuo nas duas gravações.

Entre os termos ‘bengala’ mais irritantes destacaram-se ‘né’, tipo’ e ‘basicamente’.

James Bryce, especialista em análise discursiva e porta-voz do Mortar Research and Gweek, disse: “A maioria dos indivíduos nem tem noção dos seus padrões discursivos. Geralmente, tendemos a colocar pressão sobre a forma como nos vestimos e o nosso aspeto, de modo a impressionar quem nos rodeia. Todavia, a forma como comunicamos tem de facto um impacto significativo e determinante nos juízos que os outros fazem sobre nós”.

“Ao entendermos os diferentes componentes da linguagem – tais como estes termos ‘bengala’, pausas e palavras arrastadas – é possível aperfeiçoarmos o nosso discurso e falar com real impacto”, sublinhou.