Francisco Carvalho volta a dar provas do seu talento especial para o improviso político. Desta vez, o putativo candidato a Primeiro-Ministro resolveu prometer tarifa zero de energia, mas, com a mesma naturalidade, confessou que ainda não fez os estudos para saber se é possível.
É o estilo que já se tornou marca registada: lança a promessa primeiro, pensa depois.
O anúncio vem embrulhado num discurso de “igualdade e esperança”, mas o essencial é isto, mais uma tirada de efeito, feita à pressa, sem base técnica, sem plano e sem noção.
Francisco Carvalho, que já nos habituou a promessas grandiosas e soluções mágicas, parece acreditar que governar um país é o mesmo que gerir uma página de Facebook: basta postar algo “bonito” e esperar que os likes resolvam o resto.
Prometer tarifa zero de energia sem sequer ter um estudo é como prometer chuva num deserto e dizer que “vai ver depois como faz chover”. É populismo em estado puro, com a diferença de que, em Cabo Verde, a eletricidade não se gera com palavras.
A política, sobretudo a séria, exige responsabilidade. E quando alguém se apresenta como candidato a Primeiro-Ministro, o mínimo que se espera é que fale depois de saber o que está a dizer.
Mas Francisco Carvalho prefere continuar fiel ao seu estilo: prometer o impossível com ar de quem descobriu a pólvora.
Cabo Verde precisa de ideias novas, não de “slogans com manual de instruções por fazer”. E de líderes que estudem antes de falar e não o contrário.



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Hoi que sabura
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