Na ilha do Maio, a política social parece ter encontrado um novo conceito de inclusão: “incluir-se a si própria”.
A vereadora Natalina, mais conhecida por Naty, responsável pela área social da Câmara Municipal, sim, aquela que deveria zelar pelos mais carenciados, decidiu, com exemplar sentido de oportunidade, ocupar uma moradia do programa Casa para Todos.
A casa, destinada a famílias em situação de vulnerabilidade, passou a ser o lar de uma autêntica privilegiada da função pública, agora com uma renda simbólica de 1.800 escudos mensais. Um valor que muitos maenses não pagam nem por um quarto improvisado de chapa e zinco.
Enquanto isso, dezenas de famílias realmente necessitadas continuam à espera de uma chave que nunca chega, talvez porque as portas certas já têm donas certas.
Com esta proeza, o programa “Casa para Todos” ganha uma nova leitura: “Casa para alguns, paga por todos.”



Sta dretu. “la charité bien ordonnée commence par soi même”
AINDA BEM QUE O NOME É CASA PARA TODOS. HAVENDO ESPAÇO UM QUALQUER UM PODE ARRENDAR PARA MORAR SEM DIREITO DE SUBARRENDAR.
A sério? Não acredito. Será que algum jornalista vai tentar saber a verdade sobre o caso? Mas se o Mais Alto Magistrado da Nação oferece sálario à esposa porque que a Vereadora não pode concorrer a casa para todos? O processo estava a decorrer antes de ser vereadora?
Só ver para crer kkkkkkk
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