Consideração foi feita ao discursar na sessão de abertura da Reunião Temática da UIP-CPLP que versa as “Mudanças Climáticas face aos desafios do Desenvolvimento Sustentável”
A Cidade da Praia, acolhe hoje e amanhã, terça-feira, uma reunião da UIP-CPLP, cuja abertura foi presidida por Austelino Correia na qualidade de Presidente da República Interino.
No seu discurso de abertura, Austelino Correia propôs um engajamento Nacional e Regional para combater numa conjuntura climática, e garantiu a “afirmação do nosso engajamento Nacional e Regional com todas as ações tendentes a debelar e combater as poluições e a emissão de gases de efeito de estufa, numa conjuntura de mudanças climáticas evidentes”.
Os países da CPLP conforme vincou são especialmente vulneráveis às mudanças climáticas, com isso afirma que todos estão expostos ao aumento do nível médio dos mares, “ou somos Ilhas, ou somos países ribeirinhos com grandes extensões de costa, diretamente expostas aos oceanos”.
“Muitos de nós são países com grandes extensões florestais, expostos aos incêndios que, com o sobreaquecimento do planeta, se tornaram mais frequentes e difíceis de combater. Os nossos países estão todos expostos a secas severas e a inundações que nos atingem de forma extremada”, afirmou, acrescentando que, é preciso agir, tanto com ação local, nacional, bilateral, regional e global.
Relativamente ao encontro, o Presidente considera que deve servir “por um lado” para trocar experiências e fixar algumas metas e horizontes “razoáveis” para alcançar.
Já “por outro lado” para os Parlamentos enquanto sedes privilegiados do poder legislativo e detentores de funções de orientação e fiscalização política, define como podem intervir no sentido da convergência de algumas metas entre os países da CPLP, tais como, política do “zero plástico”, em 10-20 anos, introdução da problemática do ambiente nos currículos escolares, normalização legislativa que leve em conta os desafios ambientais e a problemática do aquecimento global e transição energética progressiva até 2050 e que proponha atingir 30-50% de penetração das renováveis de baixa emissão de carbono, na produção elétrica, na mobilidade, nos consumos domésticos e nas indústrias.


