Acusação é do dirigente nacional do MpD. Celso Ribeiro diz que a Edilidade suportada pelo PAICV tem prioridades “equivocadas”, ao “negligenciar” compromissos assumidos
Em conferência Imprensa, Celso Ribeiro denunciou esta tarde o não pagamento da pensão aos reformados da Câmara Municipal do Tarrafal, e acusou o Presidente da Edilidade de violar “de forma grave e gratuita” os direitos dos reformados.
O Deputado da Nação acusou, ainda, o PAICV de vender “a torto e a direito”, terrenos municipais, “aniquilando” os Ativos não Financeiros do Município, e de primar “essencialmente, pelo populismo, pela perseguição” daqueles que não leem pela sua cartilha, “com mobilidades arbitrárias, pela contratação desmedida dos seus comissários políticos, e, pela pintura de morais”.
Celso Ribeiro diz que o Edil chegou ao cúmulo de não pagar salário aos reformados da Autarquia “dando primazia à realização de um festival (… ) que não devia ser prioritária em relação àquela que garante a satisfação das necessidades básicas do indivíduo”.
Por outro lado, denunciou a prisão de um reformado “duplamente penalizado”, pois sem salário e preso “sem a liberdade de manifestar o seu descontentamento”.
“Esta situação revela uma Autarquia sem plano, sem visão e sem norte”, disse, para de seguida instar as autoridades competentes a agir em conformidade.
A Câmara Municipal está com prioridades “equivocadas”, sendo “negligente” com os compromissos mas “obcecada” pelos festivais.
O Tarrafal de Santiago tem um Edil “que não prioriza” os interesses dos que mais precisam. “Infelizmente, essa é a realidade que vivemos atualmente em nossa cidade, onde a Câmara Municipal tem demonstrado uma total irresponsabilidade ao negligenciar o pagamento dos salários aos reformados, enquanto canaliza seus recursos e atenção para a realização de festivais”, insistiu, dizendo ser “inaceitável” que uma Câmara Municipal, que deveria ser um exemplo de responsabilidade e cuidado com os seus cidadãos, ignore as necessidades básicas daqueles que dedicaram suas vidas ao trabalho para o desenvolvimento da comunidade. “Os reformados merecem o respeito e a segurança financeira garantida por lei, especialmente em uma fase da vida em que enfrentam desafios crescentes”, disse, admitindo que ao deixar de cumprir uma sua obrigação, a Câmara Municipal “está comprometendo seriamente” a qualidade de vida dos reformados.


