Desta feita é Alcídio Tavares que declina convite para concorrer no Paúl e associa JHA à sua decisão, acusando-a de exercer uma liderança “autocrática”
O PAICV em Santo Antão continua a navegar em busca de candidatos para as três Câmaras da Ilha para as eleições autárquicas que se avizinham. O processo de escolha não se afigura fácil.
A Comissão Política Regional da Ilha convidou Alcídio Tavares, que em 2016 concorreu e perdeu em Assomada, para concorrer no Município do Paúl, mas este declinou convite, alegadamente, por não ter recebido “qualquer palavra de garantia e conforto” da Presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada.
O silêncio de JHA não agradou a Alcídio Tavares que estava pronto para uma nova aventura autárquica no mais pequeno Município de Santo Antão, mas que se viu forçado a parar.
O recuo de Tavares ocorre depois de “aturada e partilhada ponderação”, observou o próprio, em comunicação à Comissão Política de Santo Antão.
“No contexto de uma liderança política inquestionavelmente autocrática e, quatro anos depois de viver na pele a traição e a deslealdade institucional, sob a mesma liderança, que custaram aos militantes e amigos de Santa Catarina uma eleição, considero não estarem reunidas as condições mínimas para aceder ao honroso convite dos dirigentes, militantes e amigos de Santo Antão, pois, nada garante que os acontecimentos de Santa Catarina não se repetirão no Paúl”, terá comunicado Alcídio Tavares ao Presidente regional do PAICV, Saturnino Baptista.
Com a desistência de Alcídio Tavares, o PAICV vai ter que procurar outro nome para concorrer no Paúl, ao que tudo indica contra o atual Presidente António Aleixo, que cumpre um segundo mandato.
Mas o dossiê autárquico não está a ser um parto fácil no PAICV, particularmente na Ilha de Santo Antão onde vários nomes estão a dizer não ao próprio Partido.
No Porto Novo, por exemplo, após várias desistências e recuos de militantes como Elisa Pinheiro e Rosa Rocha, tudo aponta que o Partido vai avançar com Nilton Dias, a “sexta opção”, encontrada pelo PAICV, mas o nome do antigo Diretor Geral de Planeamento, Orçamento e Gestão do Ministério do Ambiente ainda não foi sufragado pela direção de JHA, tal como o de Odailson Bandeira para a Ribeira Grande, escolhido pela liderança local que aguarda luz verde de JHA e seus parceiros de direção.



Desta vez cheira-me à “chitada”! O “capote” foi muito estreito para caber a JHA. Talvez o vazio lhe sirva!
Penso que a história não está bem contada. Alcídio ao que parece teve apenas convite de dirigentes e militantes de Sto Antão e não da Janira. Ele que já tinha embarcado na ideia de que os militantes mandam no PAICV, quando em 2016 aceitou, a revelia da Janira o desejo dos militantes para concorer por Santa Catarina, sentiu na pele o poder da ferra que e’ a Janira, quando as milícias da Janira, na última semana entraram no terreno, a mando dela, para desmobilizar os eleitores com o argumento de que caso Alcídio ganhasse ia trabalhar para o Filú, para destitui-la da liderança . Quem não conhece a Janira deve ficar calado ! Perguntem ao Zé Black quem é a ferra !
Do que conheço das autarquias de Santa Catarina, em que o PAICV acabou por perder por duzentos e tal votos, com mulheres e meninos da Janira a pedir seus amigos e familiares para boicotar porque senão o Alcídio iria ser o trunfo do Filú para tomar a liderança do PAICV a Janira, e que mesmo o candidato à Presidência da Assembleia, imposto por Janira, desaparece de Assomada no dia das eleições para se deitar na sua cama na cidade da Praia, portanto seria mesmo absurdo ver de novo o Alcídio a desprezar o seu capital político para correr novos riscos, numa altura em que a evidente fragilidade da liderança da Janira a torna uma autêntica hiena, capaz de brigar com qualquer sombra. Basta ver que ela promoveu os principais elementos que trabalharam no terreno para boicotar e esses mesmos elementos nem votaram.
Camarada Alcídio um militante sempre disponível.
Acredito que tal posicionamento tenha sido fruto de uma análise sintetizada, baseada nos princípios e valores do PAICV.
Tratando-se de um camarada moral e politicamente polido, experiente e não principiante no Poder Local, é uma pena!
(…) mesmo não querendo evocar a injucunda situação do passado em Santa Catarina, sinto-me na obrigação de regozijar com o epílogo do convite que lhe foi endereçado.
Ultimando
“Calça curto, torna ramangado”
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