A projeçao foi apresentada durante o encontro anual do Grupo BAD, que decorre em Brazzaville
O Banco Africano de Desenvolvimento prevê que o crescimento da economia de Cabo Verde abrande para 4,7% em 2026, após registar 5,2% em 2025 e 7,3% em 2024, segundo o relatório Perspetivas Económicas para África
As projeções foram apresentadas durante o encontro anual do Grupo BAD, que decorre em Brazzaville, onde a instituição antecipa um “crescimento moderado” para o Arquipélago, que deverá atingir 5,0% em 2027.
De acordo com o relatório, o Produto Interno Bruto Cabo-verdiano continuará a ser impulsionado, em 2026, pela procura de serviços turísticos e pelo investimento em infraestruturas, dois pilares considerados fundamentais para a dinâmica económica do País.
No plano macroeconómico, o BAD prevê uma inflação controlada, situando-se em 2,6% em 2026 e 2,3% em 2027. A instituição estima ainda que, após intervenções mais ativas em 2025, o banco central Cabo-verdiano deverá adotar uma postura mais prudente nos dois anos seguintes.
Relativamente às contas externas, o saldo da conta corrente deverá registar um excedente de 1,1% do PIB em 2026, antes de passar para um défice de 1,8% em 2027. Já o défice orçamental deverá agravar-se para 1,3% em 2026, reduzindo ligeiramente para 1,0% no ano seguinte, refletindo o aumento das necessidades de investimento público.
O BAD alerta, contudo, para riscos associados às perspetivas de crescimento, nomeadamente o contexto desfavorável do comércio mundial, que poderá afetar economias periféricas como a de Cabo Verde.
No relatório Perspetivas Económicas de África 2026: “Mobilizar o Financiamento do Desenvolvimento de África em Grande Escala num Mundo Fragmentado”, a instituição prevê ainda que o crescimento económico do continente africano abrande para 4,2% este ano, podendo cair para 4% caso se prolongue o conflito no Médio Oriente.


