Baía das Gatas cruza Carnaval do Mindelo, rap crioulo e reggae africano

A terceira noite do Festival da Baía das Gatas juntou vozes do Carnaval de São Vicente, rap e música urbana cabo-verdiana, antes do regresso do costa-marfinense Tiken Jah Fakoly ao palco do festival

A terceira noite da 42.ª edição do Festival Internacional da Baía das Gatas, em São Vicente, foi marcada por uma viagem por diferentes expressões da música cabo-verdiana e africana.

A programação arrancou com Edson Oliveira, Gai, Anísio Rodrigues e Constantino Cardoso, que levaram ao palco ritmos ligados ao Carnaval do Mindelo. O grupo defendeu a valorização da música produzida no âmbito da maior manifestação cultural de São Vicente.

Seguiu-se Hélio Batalha, na sua primeira atuação a solo no festival, com temas do seu percurso no rap crioulo e do álbum Testamentu. O artista destacou o crescimento do rap em Cabo Verde e a maior abertura dos festivais nacionais aos jovens rappers.

Garry, estreante na Baía das Gatas, apresentou sonoridades que passaram pela kizomba e pelo afro-pop, interpretando temas do álbum 100% Mi. O espetáculo ficou ainda marcado por um pedido de casamento feito por dois jovens no palco.

A noite terminou com Tiken Jah Fakoly, que regressou à Baía das Gatas cerca de duas décadas depois das suas anteriores atuações, em 2002 e 2006. O músico costa-marfinense apresentou o seu reggae de inspiração africana, marcado por temas sociais e políticos.

A 42.ª edição do festival termina hoje, domingo, com atuações de Black Side, Lisandro Cuxi e MC Cabelinho. A edição deste ano presta homenagem à seleção de Futebol, pela sua participação na recente Copa do Mundo.

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