Dado consta do Relatório e Contas da instituição e evidencia recuperação face a 2020, ano da pandemia da Covid-19
O Banco de Cabo Verde, BCV, registou, formalmente, lucros de 1.882 milhões de Escudos no ano de 2021, depois de prejuízos no ano anterior. Este dado consta do Relatório e Contas da instituição e evidencia recuperação face a 2020, ano da pandemia da Covid-19.
Entretanto, quase 2.271 milhões de Escudos foram classificados como “não realizados”. Em 31 dezembro de 2020, o resultado líquido global do banco central foi negativo em mais de 3.454 milhões de Escudos e 3.028 milhões de Escudos foram classificados como “não realizados”.
Segundo noticia a Agência Lusa, que cita o relatório, “o resultado do exercício é fortemente influenciado pelos resultados de reavaliação cambial e em operações financeiras, determinados pela flutuação cambial do dólar dos Estados Unidos da América”.
O resultado líquido do exercício “realizado” cifrou-se num prejuízo de 389,3 milhões de Escudos no final de 2021, valor que compara, neste aspeto das contas, com os prejuízos de 425,5 milhões de Escudos em 2020 e os lucros de 289,6 milhões de Escudos em 2019.
“Em 2021, não obstante o efeito positivo da apreciação dos ativos denominados em Dólar dos Estados Unidos da América, a atividade do Banco continuou a ser afetada pelos efeitos da situação epidemiológica e das medidas de política monetária implementadas pelos principais bancos centrais para mitigar os efeitos adstritos”, lê-se no relatório e contas.
O documento reconhece os reflexos nas contas de 2021 das medidas excecionais de política monetária, adotadas para “mitigar os efeitos da crise sanitária provocada pela Covid-19 na economia nacional”.
Em 31 de dezembro de 2021, o balanço do BCV evidenciava um ativo líquido que subiu, face a 2020, mais de 4%, para 84.968 milhões de Escudos, um passivo que subiu 2,15%, para 88.544 milhões de Escudos, enquanto o capital próprio melhorou 29%, mas mantendo-se negativo, em mais de 3.576 milhões de Escudos, em resultado “sobretudo do efeito positivo da flutuação cambial dos ativos” expressos em Dólares Norte-americanos, lê-se ainda.


