Igreja Católica nestas Ilhas está a celebrar o jubileu dos 500 anos de fundação da Diocese de Santiago Menor
Dom Arlindo Furtado acredita que no horizonte dos próximos 10 anos, o Papa venha a Cabo Verde.
A previsão é feita no quadro das comemorações dos 500 anos da fundação da primeira Diocese no Arquipélago, cujo Decénio Jubilar foi aberto no domingo, na Cidade Velha, o “berço” onde toda a nossa história começou.
O Cardeal e Bispo de Santiago admite que o Papa possa vir ao País no quadro destas celebrações que se prolongam até 2033.
“Como nós temos 10 anos para preparar o jubileu, em 2033, até lá, eu tenho a certeza de que o Papa virá”, disse Dom Arlindo, em entrevista à TCV na última noite, não sabendo, no entanto, se esta visita caberá ao atual Pontífice ou ao seu sucessor. “Deus providenciará”, diz ele.
O Prelado confirma que “todos” os Cabo-verdianos têm um “grande desejo” que o Papa venha a Cabo Verde, no entanto, admite que, pessoalmente, ele já teve “mais esperança” numa visita do próprio Papa Francisco, mas agora o Pontífice tem “algumas limitações de saúde”.
Dom Arlindo observa, no entanto, que o líder Católico é um “homem corajoso e audaz” que prefere dar primazia a lugares onde há “mais barulho” e “problemas”, no sentido de “levar esperança e luz”.
O Bispo de Santiago lembra que o mundo “começou a ficar um bocadinho mais complicado”, pelo que o Papa “prefere visitar os lugares onde há mais barulho, há mais problemas para levar esperança, uma palavra de luz e para estimular, diretamente, olhos nos olhos os protagonistas para fazer uma viragem da situação dramática que as populações vivem”.
A única vez que um Papa visitou Cabo Verde foi em 1990, quando João Paulo II esteve no Sal, Praia e São Vicente. Já se passaram, então, 33 anos.



Interessante a perspectiva do maior prelado de Cabo Verde, o cardeal D. Arlindo Furtado. Enquanto que o paicv propugna por uma sociedade de “pedintes” e dependentes do Estado, D. Arlindo e o MpD defendem a autonomia da sociedade e uma sociedade de homens livres e mulheres bons gestores. Outro ponto a deixar o paicv sem sono…poupar para investir, assegurou D. Arlindo e não guardar e chorar e esperar milagres. Será que o paicv vai também chamar o cardeal D. Arlindo de “neoliberal ou ultraliberal”. Aguardemos!
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