Diretor do hospital al-Shifa, o maior da Faixa de Gaza, afirmou nesta sexta-feira, 10, ter recebido “cinquenta cadáveres após o bombardeamento esta manhã de uma escola” pública da cidade de Gaza
“Numerosos tanques estão estacionados a 200 metros da escola al-Buraq, na rua al-Nasr, e cercam quatro hospitais da zona”, indicou, por seu lado, o gabinete de imprensa do Governo do movimento Islamita Palestiniano Hamas, desde 2007 no poder na Faixa de Gaza.
O Exército Israelita, que não reagiu até agora a estas afirmações, tinha feito saber na quinta-feira à noite que uma das suas divisões efetuava importantes operações numa zona “muito, muito próxima” do hospital al-Shifa.
O Primeiro-ministro Israelita, Benjamin Netanyahu, reiterou, por sua vez, que Israel não pretende “governar ou ocupar” a Faixa de Gaza (de onde Israel retirou em 2005, após 38 anos de ocupação), mais de um mês após o início da guerra com o Hamas que levou a uma situação humanitária dramática naquele enclave Palestiniano cercado, segundo a ONU e várias organizações não-governamentais.


