Bombeiros da Praia denunciam falta de meios no combate ao incêndio de Ponta Belém

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A falta de recursos humanos e equipamentos adequados contribuiu para o agravamento do incêndio em Ponta Belém, uma situação que, segundo os bombeiros, poderia ter sido evitada

Os bombeiros da Praia denunciaram hoje que a escassez de recursos humanos e materiais condicionou a resposta ao incêndio em Ponta Belém, contribuindo para que as chamas atingissem grandes proporções.

Em conferência de imprensa promovida pelo SIACSA, os efetivos rejeitaram as críticas à atuação da corporação, assegurando que não houve falhas operacionais, mas sim limitações decorrentes da falta de meios adequados para responder à emergência.

O bombeiro Isaías explicou que a equipa encontrava-se a prestar assistência a um acidente em São Francisco e sem cobertura de rede móvel, razão pela qual não teve conhecimento imediato do incêndio. Só ao regressarem à cidade da Praia tomaram conhecimento da ocorrência e deslocaram-se para o local.

Segundo o profissional, a insuficiência de efetivos e de equipamentos dificultou o combate às chamas, defendendo que a dimensão do incêndio poderia ter sido menor caso existissem melhores condições de resposta.

Isaías recordou que os bombeiros têm alertado, há vários meses, para a falta de recursos, situação que motivou manifestações recentes da classe. Acrescentou ainda que a sobrecarga de trabalho tem provocado desgaste físico e psicológico entre os profissionais.

De acordo com o bombeiro de terceira classe, a corporação dispõe de cerca de 50 elementos, dos quais apenas 30 se encontram no ativo, dependendo ainda do apoio de aproximadamente 20 bombeiros voluntários.

Perante este cenário, os bombeiros apelaram às autoridades para o reforço urgente dos meios humanos, materiais e logísticos, de forma a melhorar as condições de trabalho e garantir maior eficácia no atendimento às emergências.

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