O Primeiro-Ministro Britânico, Boris Johnson, recusou pedir um adiamento do ‘Brexit’ previsto na lei, após ter sido aprovada uma proposta no parlamento para suspender o voto sobre o acordo de saída
“Não vou negociar um adiamento, nem a lei me obriga a fazê-lo”, alegou, acrescentando que “mais um adiamento seria mau para este país ou para União Europeia e mau para a democracia”.
A “lei Benn” determina que o Primeiro-Ministro tenha de escrever uma carta até às 23:00 de hoje, a solicitar uma extensão do processo de saída da UE por três meses, até 31 de janeiro, se a Câmara dos Comuns não aprovar um acordo ou autorizar uma saída sem acordo até 19 de outubro.
Boris Johnson reagia à aprovação de uma proposta do antigo deputado conservador, agora independente, Oliver Letwin, para suspender os efeitos do acordo até ser aprovada no parlamento britânico a legislação que implementa o acordo de saída.
Assim, o governo Britânico decidiu retirar a proposta para ser votado o novo acordo para o ‘Brexit’ negociado pelo Primeiro-Ministro, mas pretende apresentar na próxima semana a proposta de lei para regulamentar o acordo para conseguir sair da UE até 31 de outubro.
“Espero que mudem de ideias e apoiem este acordo em números esmagadores”, afirmou.
A proposta foi aprovada por 322 votos a favor e 306 votos contra graças ao apoio do Partido Democrata Unionista da Irlanda do Norte e de antigos deputados conservadores atualmente a exercer como independentes.


