Entre as acusações estão o branqueamento de capitais, por intermediar negociações entre o Governo de Guiné Equatorial e o grupo brasileiro ARG, que terá pago um milhão de reais (mais de 25 mil contos)
O Ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva, está sendo acusado de branqueamento de capitais, em negócios com a Guiné Equatorial.
Segundo a acusação, feita por membros da operação Lava Jato que trabalham no Ministério Público de São Paulo, o pagamento deste alegado suborno teria sido dissimulado em doações da ARG ao Instituto Lula.
Os procuradores afirmam que o maior acionista do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, teria pedido em 2011 a Lula da Silva que influenciasse o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, para que aquele País mantivesse os contratos firmados com a empresa para obras rodoviárias. Em troca, o empresário teria oferecido “doações robustas” ao Instituto Lula.
A denúncia apresentou ‘e-mails’ encontrados em computadores no Instituto Lula, apreendidos em março de 2016 na Operação Aletheia, 24.ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba.
Entre as provas apresentadas pelos investigadores para atestar a prática de obtenção de vantagem ilícita estão recibos de pagamento das supostas doações e menções a uma carta do Presidente da Guiné Equatorial em que o governante africano teria pedido a intervenção de Lula da Silva junto da então Presidente Dilma Rousseff no quadro da entrada de seu país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Com Lusa


