Os três países têm mantido relações tensas com a CEDEAO desde os golpes de Estado que levaram os militares ao poder
Os regimes militares do Burkina Faso, Mali e Níger anunciaram a sua retirada imediata da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), alegando que a organização se tornou uma ameaça para os Estados-membros e está sob influência de potências estrangeiras.
Os três países, que enfrentam violência jihadista e crises económicas, têm mantido relações tensas com a CEDEAO desde os golpes de Estado que levaram os militares ao poder.
Foram suspensos do bloco e, no caso do Mali e do Níger, alvo de sanções para pressionar a realização de eleições e o retorno dos governos civis.
A saída pode dificultar o comércio e a mobilidade dos cidadãos desses países, enquanto aumenta a influência da Rússia na região, após a retirada da França.
A decisão surge num momento de crescente tensão entre os governos militares e a CEDEAO, que recentemente evitou um encontro de diálogo com o Níger.
Os líderes militares afirmam que a luta contra os insurgentes jihadistas continua a ser a prioridade e que as transições para governos civis podem levar anos.


