Cabo Verde aborta contrato com Sevenair

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Em causa, incumprimento da empresa Portuguesa com o acordado com autoridades Cabo-verdianas, ao fim de um ano

Cabo Verde decidiu abortar o acordo que mantinha com a Sevenair, empresa Portuguesa que vinha assegurando as operações de evacuação entre as Ilhas. Em causa, o incumprimento da empresa Portuguesa com o acordado com as autoridades Cabo-verdianas, refere uma nota oficial da Direção Nacional da Defesa.

A Sevenair não conseguiu renovar os dois aviões CASA propostos no acordo com Cabo Verde, num acordo estabelecido em julho de 2018. O acordo contemplava a permuta de duas aeronaves para vigilância marítima e operações de evacuação médica no País.

Segundo refere a nota, a Sevenair não obteve a “Carta de Trabalhos” junto da Airbus Militar. Num primeiro momento, Cabo Verde prorrogou, em 6 meses, o prazo inicial e com a empresa Portuguesa a não cumprir com o acordado, Cabo Verde decidiu abortar o acordo.

Ocorreu que ao fim do prolongamento do prazo de um ano a Sevenair não conseguiu cumprir as obrigações contratualmente estabelecidas, daí o Governo ter acionado a cláusula de resolução do contrato e informou a empresa de que deixou de estar interessado na permuta do Dornier pelos aviões CASA.

Posto isto, Cabo Verde deu início a uma “série de consultas” no sentido de responder às “necessidades urgentes” da Guarda Costeira para a realização das suas operações com total segurança, eficácia e eficiência, nomeadamente, as operações de evacuação médica/sanitária, busca e salvamento e fiscalização e/ou patrulhamento da sua Zona Económica Exclusiva.

Refira-se que durante o período em que esteve a operar, a Sevenair realizou, com o avião Jetstream, um total de 196 missões, tendo evacuado “396 pessoas”, 218 em estado de emergência agravada, “salvando-se, assim, a vida de muitos cidadãos”.